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Para metade da Câmara, STF sempre ultrapassa os limites do Congresso, diz Quaest

2 jul 2025 - 09h10
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Quase metade dos deputados federais afirma que o STF (Supremo Tribunal Federal) invade as atribuições do Congresso Nacional de forma constante. A percepção foi registrada pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), após ouvir 203 deputados federais ao longo de quase dois meses.

De acordo com o levantamento, 49% dos entrevistados responderam que o Supremo invade as competências do Congresso “sempre”
De acordo com o levantamento, 49% dos entrevistados responderam que o Supremo invade as competências do Congresso “sempre”
Foto: Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados / Perfil Brasil

De acordo com o levantamento, 49% dos entrevistados responderam que o Supremo invade as competências do Congresso "sempre". Outros 28% afirmaram que isso ocorre "às vezes". A frequência foi considerada "rara" por 12%, enquanto 5% disseram que "nunca" há invasão de funções. Os que não souberam ou não quiseram responder somam 6%.

A opinião dos parlamentares sobre a atuação do STF

A pesquisa foi conduzida entre os dias 7 de maio e 30 de junho, tanto on-line quanto presencialmente. A amostra representa cerca de 40% do total de parlamentares da Câmara dos Deputados. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento mostra que a avaliação negativa sobre o Supremo é expressiva, ainda que nem unânime. Ao todo, 77% dos parlamentares veem algum nível de interferência do Judiciário nas atribuições legislativas, o que acende um alerta sobre a relação entre os Poderes.

Além da atuação do STF, a Genial/Quaest também investigou como os deputados avaliam a articulação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o Congresso Nacional. Para 51% dos entrevistados, a relação é negativa. Outros 30% a consideram regular, e apenas 18% veem de forma positiva. Um por cento não soube ou não respondeu.

Entre os deputados de oposição, 78% classificam a relação como negativa. No grupo de parlamentares independentes, o índice também é elevado: 65%. Já entre os governistas, 42% consideram a relação positiva, enquanto 39% avaliam como regular e 19% como negativa.

A pesquisa compara ainda os dados com os de maio de 2024 e revela uma piora no cenário, especialmente entre independentes e oposição.

Perfil Brasil
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