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Papa diz que não tem medo do governo Trump e que vai continuar protestos contra guerra

O pontífice desembarca na África e defende que o Evangelho não pode ser deturpado por interesses políticos

13 abr 2026 - 11h32
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O Papa Leão XIV iniciou sua viagem apostólica de dez dias pelo continente africano com um posicionamento firme diante das recentes tensões diplomáticas. A bordo do voo papal rumo à Argélia, o pontífice rebateu as críticas diretas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a postura do Vaticano em relação aos conflitos no Irã. Demonstrando serenidade, o líder da Igreja Católica enfatizou que seus apelos pela reconciliação global não são ataques pessoais, mas sim um reflexo dos valores cristãos fundamentais. Para o papa, a missão da Igreja é clara e independe das pressões exercidas por governos estrangeiros ou líderes políticos.

O Papa Leão XIV
O Papa Leão XIV
Foto: Vatican News / Perfil Brasil

O Evangelho como guia para a paz mundial

Durante a conversa com jornalistas, o pontífice fez questão de desvincular sua mensagem de qualquer disputa partidária. "Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho, e lamento ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no mundo hoje. Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível", afirmou Leão XIV. O papa reiterou que não busca o confronto direto, mas que não se calará diante de conflitos que geram sofrimento humano em larga escala.

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A resposta ao governo dos Estados Unidos

As declarações ocorrem após uma série de publicações agressivas de Donald Trump em sua rede social, a Truth Social. O presidente americano chamou o pontífice de fraco e sugeriu que sua eleição foi uma estratégia política da Igreja. Mesmo diante desse cenário, o Papa Leão XIV foi categórico ao afirmar sua independência institucional. "Não tenho medo do governo Trump", declarou o líder religioso a bordo do avião papal. Ele explicou que suas críticas à "ilusão de onipotência" que alimenta as guerras são universais e visam proteger os inocentes que padecem nos confrontos internacionais, especialmente no Oriente Médio.

Defesa do direito internacional e do diálogo

Ao desembarcar em solo africano, o pontífice voltou a condenar o que chamou de violações contínuas ao direito internacional. Em entrevista, ele reforçou sua preocupação com a forma como a doutrina cristã vem sendo utilizada em debates políticos. "Não quero entrar em debate com ele. Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo", pontuou o papa. O líder religioso destacou que o mundo vive um momento de fragilidade extrema onde o diálogo multilateral se torna a única saída viável. "Há muita gente sofrendo no mundo hoje em dia. Muitas pessoas inocentes estão sendo mortas. E eu acho que alguém precisa se levantar e dizer que existe um caminho melhor", concluiu o pontífice, reafirmando que manterá sua voz ativa contra as hostilidades.

Perfil Brasil
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