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Oposição tenta adiar votação do fim da escala 6x1 no Senado para depois do segundo turno

Saiba como a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro afeta os prazos para aprovar a redução da jornada de trabalho no Congresso

7 out 2026 - 22h01
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Resumo
A oposição no Senado articula com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, o adiamento da votação da PEC que extingue a escala 6x1 para depois do segundo turno presidencial, visando evitar desgastes políticos. Em contrapartida, a liderança governista busca acelerar a pauta para expor parlamentares contrários à medida. Caso aprovada em dois turnos, a proposta prevê reduzir gradualmente a jornada de trabalho semanal para 42 horas em dois meses e fixá-la em 40 horas após um ano de promulgação.

A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal iniciou uma articulação para adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Senadores aliados ao candidato Flávio Bolsonaro se reuniram nesta quarta-feira (7) e decidiram solicitar ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que a deliberação ocorra somente após a definição do segundo turno da eleição presidencial. O movimento busca evitar desgastes políticos no meio da disputa eleitoral, informou o g1.

Senador Rogerio Marinho (PL
Senador Rogerio Marinho (PL
Foto: RN) - Carlos Moura/Agência Senado / Perfil Brasil

O coordenador da campanha presidencial da oposição, senador Rogério Marinho, argumentou que o momento atual não é adequado para deliberar sobre uma mudança trabalhista de grande impacto econômico como o fim da escala 6x1. "Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado", declarou Rogério Marinho. Para negociar o adiamento das sessões, a oposição escolheu a senadora Tereza Cristina como porta-voz junto à presidência do Senado.

Apesar dos apelos da oposição para postergar a matéria, Davi Alcolumbre sinalizou que pretende cumprir o regimento interno e submeter o calendário de votação ao plenário. A intenção da liderança do governo é acelerar a tramitação antes da votação do segundo turno para expor o posicionamento dos parlamentares contrários ao texto. A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que já recolhe assinaturas para aprovar um calendário especial. "A cara de quem é contra tem que ser mostrada", destacou Teresa Leitão ao defender a votação rápida.

A tramitação de uma PEC exige duas votações em plenário com apoio mínimo de 49 senadores em cada turno. No entanto, integrantes da oposição manifestaram preocupação com o uso político do fim da escala 6x1 durante a corrida presidencial. A senadora Damares Alves questionou a urgência dada ao projeto nas vésperas da definição eleitoral. "Jogar entre o primeiro e segundo turno? Eu tenho matérias mais importantes ali na pauta", criticou Damares Alves, acrescentando em seguida que "essa matéria pautada é para desgastar a imagem do Flávio".

Caso a proposta do fim da escala 6x1 seja aprovada sem alterações nas duas votações, a regra prevê uma transição gradual da carga horária de trabalho no país. O texto estabelece a redução inicial da jornada semanal para 42 horas em dois meses, com dois dias de repouso remunerado, alcançando o teto de 40 horas semanais após um ano da promulgação oficial da medida, concluiu o g1.

Perfil Brasil
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