Operação Diamante cumpre mandados em Paulista e Recife contra grupo suspeito de furtos em mais quatro estados
As investigações começaram em dezembro de 2022 e apontaram, segundo a polícia, a participação do grupo em sete furtos contra estabelecimentos comerciais.
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Diamante contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de capitais e furtos qualificados. O grupo invadia estabelecimentos comerciais pelos telhados durante a noite e violava cofres com serras e esmerilhadeiras. A quadrilha cometeu crimes em cinco estados do Nordeste, gerando um prejuízo de R$ 386 mil. A ação cumpre mandados de busca, apreensão e bloqueio de bens no Recife e em Paulista expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, a Operação de Repressão Qualificada "Diamante", com o objetivo de investigar e desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em furtos qualificados e lavagem de capitais.
Esta é a 75ª operação de repressão qualificada realizada pela Polícia Civil de Pernambuco em 2026. A ação é conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos (DPRF), unidade vinculada ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri).
As investigações começaram em dezembro de 2022 e apontaram, segundo a polícia, a participação do grupo em sete furtos contra estabelecimentos comerciais pertencentes à mesma pessoa jurídica. Os crimes teriam ocorrido entre dezembro de 2022 e maio de 2023, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe. De acordo com a investigação, o prejuízo causado pelos furtos é estimado em aproximadamente R$ 386 mil.
Grupo teria usado acesso pelo telhado
Segundo a Polícia Civil, os investigados teriam adotado um modo de atuação caracterizado pela invasão dos estabelecimentos durante a noite. O acesso aos imóveis ocorreria pelos telhados, com o rompimento de obstáculos para chegar ao interior dos locais.
Ainda conforme a investigação, para violar os cofres eram utilizadas ferramentas específicas, como serras e esmerilhadeiras.
Na manhã desta quinta-feira, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para o bloqueio de ativos financeiros. As medidas foram expedidas pelo Juízo da 17ª Vara Criminal da Capital.
As investigações foram conduzidas com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB/LD).
A ação também conta com apoio operacional da Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (GISO/Seap-PE) e da Polícia Civil da Paraíba (PCPB).
Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil não havia informado o resultado das buscas ou eventuais prisões. Segundo a corporação, os detalhes da Operação Diamante serão divulgados pela Assessoria de Comunicação em momento oportuno.
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