OAB-SP suspende Deolane Bezerra do exercício da advocacia
A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) suspendeu, na quarta-feira, 23 de junho, a inscrição profissional da advogada Deolane Bezerra Santos.
A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) suspendeu, na quarta-feira, 23 de junho, a inscrição profissional da advogada Deolane Bezerra Santos. Com a decisão, ela fica impedida de exercer a advocacia de forma imediata.
Deolane está presa desde 21 de maio, sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à cúpula do PCC. Ela nega relação com o crime organizado.
Pela legislação, a suspensão preventiva do exercício profissional pode valer inicialmente por 90 dias. O prazo pode ser prorrogado sucessivamente, até o limite de 360 dias, período em que deve ocorrer o julgamento definitivo do caso no âmbito da OAB.
A advogada e influenciadora é investigada na Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil paulista. A apuração mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro da facção por meio de uma transportadora fantasma, com endereço oficial em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
Segundo a Polícia, Deolane teria lavado grande volume de dinheiro da facção. Ela rejeita as acusações e afirmou: "Não sou bandida."
Deolane está presa preventivamente na Penitenciária de Tupi Paulista, a mais de 600 quilômetros da capital paulista. A OAB-SP pediu à Justiça que ela seja transferida para uma Sala de Estado-Maior, espaço previsto para advogados e sem semelhança com o sistema prisional comum.
Em nota, a Ordem informou que o Tribunal de Ética e Disciplina apura todas as infrações levadas ao seu conhecimento, seja por representação formal ou por fatos divulgados publicamente.
A OAB-SP também destacou que, conforme o artigo 72, parágrafo 2º, da Lei nº 8.906/94, os processos disciplinares tramitam sob sigilo.
Lavagem de dinheiro
A Justiça de São Paulo decidiu receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual e transformou em réus Deolane Bezerra, e o apontado líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, além de parentes dele e outros investigados.
A ação faz parte de uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que apura possíveis crimes ligados à lavagem de dinheiro e à atuação de organização criminosa.
De acordo com as apurações, uma empresa do setor de transportes teria sido utilizada para movimentar recursos de origem ilícita e inseri-los no sistema financeiro formal. Os investigadores sustentam que a transportadora era usada para fragmentar operações bancárias e dificultar o rastreamento do dinheiro, supostamente proveniente de atividades criminosas.
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