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O RG vai acabar? Entenda o que é a nova Carteira de Identidade e o prazo para troca

Novo modelo unifica identificação pelo CPF em todo o país para evitar fraudes; documento antigo segue válido até 2032

10 jun 2026 - 09h50
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Modelo da nova carteira nacional de identidade Crédito: Itep/Divulgação
Modelo da nova carteira nacional de identidade Crédito: Itep/Divulgação
Foto: Itep/Divulgação / Estadão

A Carteira de Identidade Nacional (CIN), conhecida popularmente como "novo RG", está substituindo gradualmente o modelo antigo de identificação no Brasil. A principal mudança é a unificação do registro: o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) passa a ser o único número de identificação válido em todo o território nacional.

Por que o RG precisa mudar?

A criação da CIN resolve um problema histórico de segurança pública. No modelo antigo, cada estado brasileiro emitia o próprio RG com numerações distintas. Na prática, uma mesma pessoa poderia ter até 27 números de identidade diferentes (um em cada unidade da federação), o que abria brechas para fraudes e duplicidade de cadastros.

Com a nova carteira, o CPF torna-se o identificador único. Isso permite que bancos, sistemas de saúde e programas sociais reconheçam o cidadão sempre pelo mesmo número, facilitando o cruzamento de dados e reduzindo inconsistências.

Até quando o RG antigo é válido?

Não é preciso correr para os postos de atendimento imediatamente. O RG tradicional continua válido em todo o Brasil até o dia 28 de fevereiro de 2032. Até essa data, ninguém é obrigado a fazer a troca imediata.

No entanto, a orientação de especialistas em gestão pública é que a substituição seja feita de forma gradual para evitar filas e congestionamentos nos anos próximos ao fim do prazo. Para pessoas com mais de 60 anos, o documento antigo tem validade indeterminada e não precisará ser trocado.

O que muda na nova carteira?

Além de usar apenas o CPF, a CIN traz inovações de segurança e formato. O documento possui um QR Code que permite a autoridades e cidadãos verificarem sua autenticidade e checarem se foi furtado ou extraviado.

A nova identidade também conta com o código MRZ (o mesmo utilizado em passaportes), que facilita a entrada em países do Mercosul. O cidadão tem acesso tanto à versão física quanto à versão digital, disponível no aplicativo Gov.br, onde é possível incluir opcionalmente dados de outros documentos, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor.

Como emitir

A emissão da primeira via da CIN, assim como suas renovações, é gratuita. Para solicitar o documento, é necessário procurar o órgão de identificação do seu estado (como institutos de identificação ou unidades do Poupatempo) portando a certidão de nascimento ou casamento atualizada e estar com o CPF regularizado na Receita Federal.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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