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O fim da taxa por transação nas viagens corporativas

Seguindo a mesma trajetória de travel techs globais como Navan e Perk (TravelPerk), a Loupit aposta na mensalidade fixa e ilimitada como alternativa às taxas por transação cobradas por agências tradicionais — um modelo que pode representar até 89% de economia para empresas com alto volume de viagens.

11 ago 2026 - 10h23
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A Loupit, uma das principais travel techs corporativas brasileiras, reforça sua aposta no modelo SaaS de mensalidade fixa como alternativa ao modelo tradicional de cobrança por transação praticado por boa parte das agências de viagens corporativas no Brasil. Em agências tradicionais, a taxa fixa cobrada por transação pode chegar a R$80, enquanto em plataformas de venda direta ao consumidor, como a Decolar, a taxa de serviço pode representar até 10% do valor da compra. A Loupit, por sua vez, oferece uso ilimitado da plataforma de gestão de viagens e despesas corporativas por uma mensalidade fixa, independentemente do volume ou valor das transações realizadas.

O debate sobre o modelo de cobrança ideal para agências de viagens corporativas ganhou força nos últimos anos, à medida que empresas de médio e grande porte passaram a exigir mais previsibilidade orçamentária de seus fornecedores de tecnologia. Historicamente, o mercado de gestão de viagens corporativas no Brasil se estruturou em torno da cobrança por transação — um modelo herdado das agências de viagens tradicionais, em que cada emissão de bilhete, reserva de hotel ou serviço adicional gera uma taxa própria. Com o crescimento do uso de plataformas digitais de self-booking (OBT) e a maior sofisticação das áreas de compras e financeiro, esse modelo passou a ser questionado por gerar custos variáveis difíceis de prever e, em muitos casos, desproporcionais ao valor efetivamente entregue.

O impacto financeiro na prática

Um exemplo prático ilustra o impacto: uma empresa de médio porte, com 60 viajantes ativos, realiza em média 500 transações por mês entre passagens, hospedagens e outros serviços. Considerando uma taxa de R$20 por transação — valor comum entre agências tradicionais —, o custo mensal chegaria a R$10.000, ou R$120.000 por ano, apenas em taxas de transação, sem contar as tarifas dos produtos em si. Na Loupit, esse mesmo volume de viagens é atendido por uma mensalidade de R$17,90 por usuário — no caso, R$1.074 por mês para os 60 viajantes —, uma diferença de quase R$9.000 por mês, ou mais de R$107 mil por ano, o equivalente a uma economia de cerca de 89% em relação ao modelo por transação.

Quanto maior o volume de viagens, maior a economia proporcionada pela mensalidade fixa. Em companhias com áreas comerciais ou operações distribuídas por diferentes regiões do país, esse volume de viagens tende a ser ainda maior, o que amplia proporcionalmente essa diferença: o custo com taxas de transação cresce junto com o uso, enquanto o valor da assinatura Loupit permanece o mesmo.

Previsibilidade como vantagem competitiva

O modelo por transação penaliza justamente as empresas que mais usam a ferramenta, o que vai na contramão do que uma boa tecnologia deveria fazer: incentivar o uso, não taxá-lo. Para times financeiros, a previsibilidade orçamentária é um dos principais atrativos do modelo SaaS. Sem custos variáveis por transação ou percentuais sobre o valor da compra, o planejamento de despesas com viagens corporativas se torna mais simples e menos sujeito a surpresas no fechamento do mês — um fator especialmente relevante em um cenário econômico marcado por variações cambiais e reajustes constantes nas tarifas aéreas e hoteleiras.

"Do ponto de vista técnico, também é mais saudável: conseguimos investir continuamente na evolução da plataforma sabendo que a receita não depende de estimular o volume de transações, e sim de entregar valor recorrente", complementa Leonardo Crispim, CTO da Loupit.

Segundo os executivos, a escolha pelo modelo de assinatura fixa também reflete uma tendência mais ampla do mercado de software corporativo (SaaS), que há anos vem substituindo modelos de cobrança variável por assinaturas previsíveis em áreas como RH, finanças e atendimento ao cliente. A gestão de viagens corporativas, segundo a Loupit, é um dos últimos segmentos de T&E (travel & expense) a passar por essa transição no Brasil.

Expansão e visão de futuro

Este modelo já está em operação em outros mercados da América Latina, como Colômbia, México, Argentina, Chile e Uruguai, onde a Uniglobe Travel — rede parceira da Loupit — já possui operação estabelecida.

Ao consolidar o modelo de assinatura fixa, a Loupit segue a trajetória de travel techs consagradas que já dominam o setor globalmente. Na Europa, a Perk (nova marca da TravelPerk) construiu sua liderança sobre um modelo semelhante de mensalidade fixa, enquanto nos Estados Unidos a Navan, avaliada em US$ 7,4 bilhões e com ações negociadas na Nasdaq, consolidou o mesmo modelo como padrão de mercado para gestão de viagens e despesas corporativas.

Com a consolidação do modelo SaaS, a Loupit reforça seu posicionamento como alternativa tecnológica às empresas de todos os tamanhos, oferecendo não apenas uma plataforma de gestão de viagens e despesas, mas também um modelo comercial alinhado aos interesses de longo prazo das empresas clientes.

Sobre a Loupit

A Loupit é uma das principais travel techs de viagens corporativas do Brasil e a travel tech brasileira com a maior presença global, com escritórios em 60 países e clientes em 90 países, além de ser a única travel tech certificada com o selo Diamante pela TEE Consulting.

Website: https://loupit.com/

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