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"O bem vencerá o mal", diz Bolsonaro em meio à crise no PSL

Presidente, que está em missão oficial pela Ásia e Oriente Médio, fez declaração na chegada a Tóquio

21 out 2019
03h44
atualizado às 07h59
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Em meio à crise no PSL, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 21, que "o bem vencerá o mal", em referência às trocas de lideranças ligadas ao governo e ao partido no Congresso ocorridas na semana passada. Ao chegar a Tóquio, o presidente indicou que o cenário político poderá mudar durante sua ausência de dez dias para um périplo pela Ásia e pelo Oriente Médio. Ele também disse que houve um "bate-boca exacerbado" entre integrantes do seu partido, o PSL, mas que deixará a ferida cicatrizar naturalmente.

Foto: Reuters

"A política, como dizia Ulysses Guimarães, é uma nuvem. A resposta é essa", disse Bolsonaro, ao ser questionado se a crise no Brasil o fará mudar os planos em relação ao partido. A frase, no entanto, é originalmente atribuída ao político mineiro Magalhães Pinto (1909-1996), que dizia que "política é como nuvem: você olha, ela está de um jeito; olha de novo, ela já mudou".

O presidente deixou para trás um partido dividido e dificuldades na articulação com o Congresso. Na semana passada, Bolsonaro teve frustrada a tentativa de substituir o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), por seu filho Eduardo Bolsonaro (SP). Já a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann, foi trocada pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO). "As providências estão sendo tomadas com o passar o tempo. O bem vencerá o mal", declarou, ao ser questionado se haverá outras mudanças em cargos de liderança.

O presidente está na capital japonesa para a cerimônia de coroação do imperador Naruhito. Depois, seguirá para China, Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita. Com foco econômico, esta será a viagem mais longa do seu mandato até aqui.

Durante a ausência do presidente, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, segue com a articulação política no Congresso para tentar finalizar a tramitação da reforma da Previdência. A proposta é considerada um dos principais ativos políticos para passar a mensagem de que o atual governo defende mudanças estruturantes e que o País passará nos próximos anos por uma retomada econômica sustentável. Como mostrou o Estado, o governo também estuda fazer mudanças na articulação pela terceira vez.

Com foco na Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, segue em Brasília nos próximos dias. Ele ainda não confirmou se conseguirá participar da etapa final da viagem, em Riad, na Arábia Saudita, onde ocorre o chamado "Davos do Deserto", conferência internacional de investidores.

Entre os participantes do tour pela Ásia e Oriente Médio estão os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Tereza Cristina (Agricultura), Fernando Azevedo (Defesa), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Osmar Terra (Cidadania).

Presidente visita santuário xintoísta e rua turística

Na primeira atividade em solo japonês, o presidente visitou o Santuário Meiji, um templo xintoísta localizado no bairro Shibuya, em Tóquio. Acompanhado do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e de outros membros da comitiva presidencial e da Embaixada Brasileira, Bolsonaro participou de um ritual de purificação na entrada do local.

Após a visita ao santuário, o grupo saiu do local caminhando em direção à Rua Takeshita, uma atração turística de Tóquio. No caminho, o presidente foi abordado e tirou fotos com pessoas nas ruas.

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Estadão
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