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Novo carregador da BYD promete completar recarga em 5 minutos

12 mar 2026 - 12h57
(atualizado às 13h30)
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O mercado de carros elétricos está cada vez mais popular, mas o seu crescimento é prejudicado por alguns problemas específicos que ainda não foram resolvidos. Entre essas questões está o uso de carregadores elétricos e o tempo de carregamento de um veículo que, apesar da sua velocidade, ainda é bem mais lento do que encher um tanque de gasolina.

Novo supercarregador da BYD promete recarga em tempo recorde
Novo supercarregador da BYD promete recarga em tempo recorde
Foto: Divulgação/BYD / Perfil Brasil

A gigante do nicho elétrico, BYD, está determinada a resolver esse problema, com o que foi chamado de 'o carregador mais rápido do mundo'. O equipamento é de 1.500 kW (1,5 MW) e possui potência para carregar 50 vezes mais do que a máxima aceita pelo Dolphin Mini GL.

Segundo a montadora, o novo 'ultracarregador', chamado de Flash, é capaz de encher uma bateria o suficiente para mais de 600 km de autonomia em apenas cinco minutos. Em nove minutos são 901 km.

O grupo chinês não é o único que está em busca de uma solução. A Tesla prepara seus próprios carregadores de 1.200 kW. De acordo com a imprensa americana, unidades de 750 kW foram liberadas para testes públicos. A Mercedes-Benz também afirma estar perto do 'clube dos 1.000 kW', assim como a Geely, que promete oferecer um gabinete de 1.500 kW em breve.

Quais são os problemas dos 'supercarregadores' da BYD?

Um dos principais obstáculos na busca por carregadores potentes é o desequilíbrio que um carro na tomada pode provocar na rede elétrica enquanto é carregado. No caso da BYD, a empresa explica que é necessário um sistema robusto, mas mecanismos de proteção à vizinhança foram instalados para evitar sobrecargas e apagões em casos de picos.

Esse modelo é criado a partir de baterias do próprio eletroposto, que armazenam a energia a ser entregue durante os picos. De forma que a estação carrega seu próprio reservatório em ritmo moderado e depois despeja a potência no veículo em poucos minutos.

Para isso, os cabos são tão pesados que foi necessário construir o carregador em forma de letra T, com mangueiras elevadas. A estação também ganha um sistema de 'gravidade zero' com polias suspensas que absorvem o peso dos cabos para melhor manuseio do condutor.

Além da estrutura, o veículo também precisa estar preparado para receber a potência de carregamento, já que as células podem ser sobreaquecidas, diminuindo a vida útil do carro e aumentando o risco de incêndios.

Novidade no mercado

O lançamento do novo carregador aconteceu com a chegada de uma nova geração de baterias da BYD, a Blade 2.0.5. A nova unidade de potência promete armazenar energia para até 1.000 km de alcance, além de suportar a recarga de 1.500 km, graças a um trabalho microscópico que, por meio de inteligência artificial, 'redesenhou' a estrutura molecular dos elementos das células de energia.

Com o 'caminho livre', os elétrons da recarga realizam viagens mais fluidas e geram menos resistência, que é a causadora do superaquecimento. Caso haja algum dano na bateria, as unidades de energia têm uma espécie de 'reparo dinâmico', que pode consertar o arranjo dos elementos.

Segundo a BYD, 20.000 pontos de carregamento Slash serão instalados na China, e existem planos de levá-lo para o resto do mundo. Ao mesmo tempo, a marca também anunciou que as novas baterias Blade 2.0 devem chegar ao Brasil em breve. Alguns dos primeiros modelos a receberem as unidades serão o Denza Z9 GT, o Yangwang U7 e o BYD Great Tang.

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