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Negociação de reféns pode acabar devido aos ataques em Rafah

A Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia, os Estados Unidos e os países árabes já alertaram Netanyahu para que o país não continuasse a ofensiva

11 fev 2024 - 16h22
(atualizado às 22h25)
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Neste domingo (11), foi divulgado que se Israel fizesse ataques terrestres em Rafah, a negociação de reféns poderia acabar. A informação foi veiculada pelo o canal de televisão Al-Aqsa, administrado pelo Hamas. Vale destacar que a cidade, localizada no sul da Faixa de Gaza, já sofreu bombardeios e ataques aéreos neste sábado (10).

Abrigos em Rafah
Abrigos em Rafah
Foto: Reprodução/Youtube / Perfil Brasil

"Netanyahu está tentando fugir das obrigações do acordo de troca cometendo um genocídio e uma nova catástrofe humanitária em Rafah", informou uma fonte proveniente do Hamas ao canal. Segundo divulgado pela Al-Aqsa, qualquer incursão terrestre israelense em Rafah resultaria no colapso da negociação de reféns para troca de prisioneiros.

Além disso, a Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia, os Estados Unidos e os países árabes já alertaram Israel para que o país não continuasse a ofensiva. Em contrapartida, Benjamin Netanyahu afirmou à ABC que a cidade de Rafah é o "último bastião" do Hamas.

Nesta sexta-feira (9), o primeiro-ministro israelense anunciou que instruiu o Exército a elaborar um plano para retirar a população de Rafah para um ataque terrestre. À ABC, ele adicionou que o país estaria desenvolvendo um plano detalhado para assegurar uma passagem segura dos civis, mas não forneceu muitos detalhes.

Rafah abriga mais de um milhão de pessoas e é a última grande área de Gaza ainda não acessada pelas forças militares de Israel. Nas últimas 24h, pelo menos 112 palestinos morreram, totalizando pelo menos 28.176 vítimas fatais.

*texto sob supervisão de Tomaz Belluomini

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