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"Não vou fazer movimento pelo meu filho", diz Lula ao responder sobre investigações em sabatina

Confira os bastidores e os principais pontos da entrevista do candidato à reeleição sobre investigações da PF, fraude no INSS e segurança pública

27 ago 2026 - 23h04
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Resumo
Em sabatina, o presidente Lula afirmou que não interferirá nas investigações da PF sobre seu filho, Fábio Luís, garantindo que ele responderá à lei se tiver cometido ilícitos. Lula também admitiu o erro de seu ex-chefe de gabinete ao aceitar despesas pagas por uma lobista. Além disso, o candidato prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso aprove a PEC do setor, destacou o ressarcimento de fraudes no INSS e defendeu sua relação de proximidade com o ex-ministro Carlos Lupi.

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira (27) que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, terá que responder como qualquer cidadão caso tenha cometido algum ilícito. A declaração foi dada durante entrevista ao vivo para a Globo, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Questionado sobre as apurações da Polícia Federal que envolvem o familiar em suspeitas de corrupção e tráfico de influência, o candidato garantiu que não interferirá no trabalho dos investigadores nem afastará delegados da corporação.

Lula
Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR / Perfil Brasil

Durante o programa, o candidato enfatizou sua posição ao declarar que "eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz. Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro". O petista complementou a fala ressaltando a memória da falecida esposa ao afirmar que "eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, eu não vou fazer qualquer movimento pelo meu filho. Ele sabe que a Marisa morreu por conta da falsa acusação que foi feita a mim na Lava Jato. Portanto, ele tem obrigação de não ter feito o erro".

Lula minimizou as denúncias ao apontar que existem apenas ilações contra o filho e assegurou confiança na sua inocência. Sobre as suspeitas que atingem o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, por ter despesas pagas pela lobista Roberta Luchsinger, o presidente admitiu o equívoco da equipe. O postulante à reeleição declarou que "não é adequado, é totalmente errado. E o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não é esse o papel do chefe de gabinete". O candidato chamou a envolvida de "pilantra" e negou qualquer promessa de cargos no governo.

Na pauta de segurança pública, Lula prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso consiga aprovar a proposta de emenda à Constituição que reorganiza as atribuições entre União, estados e municípios. Ao tratar das fraudes no INSS, o petista assegurou que R$ 3 bilhões foram ressarcidos aos cofres públicos e defendeu a relação com o ex-ministro Carlos Lupi, justificando que "ele não está condenado. É um cidadão livre. Você acha que pode deixar de conversar com uma pessoa que é sua amiga, que cometeu um erro, sendo que a pessoa está em liberdade e não está condenada?".

Perfil Brasil
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