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Variante brasileira é detectada em esgoto na Itália

Mutações típicas da P.1 foram identificadas na região da Úmbria

25 fev 2021
13h20
atualizado às 13h43
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As variantes britânica e brasileira do coronavírus Sars-CoV-2 foram detectadas pela primeira vez em águas de esgoto na Itália, o que indica sua circulação em áreas urbanas no país.

Variante brasileira foi encontrada no esgoto da cidade de Perúgia
Variante brasileira foi encontrada no esgoto da cidade de Perúgia
Foto: ANSA / Ansa

O estudo foi realizado pelo Instituto Superior da Saúde (ISS), órgão técnico-científico do governo italiano, em colaboração com o Instituto Zooprofilático da Puglia e da Basilicata, instituição dessas duas regiões do sul do país.

Essa é a primeira pesquisa sobre a presença das variantes do Sars-CoV-2 em águas residuais na Itália e pode ser um instrumento útil para avaliar sua circulação nos centros urbanos do país.

Segundo o ISS, foram encontradas mutações típicas das variantes brasileira e britânica em águas de esgoto coletadas em Perúgia, capital da região da Úmbria, na Itália Central, entre 5 e 8 de fevereiro.

A cidade já registrou alguns focos de contágio pela chamada variante P.1, que teria surgido em Manaus (AM). Já a variante britânica corresponde a cerca de 20% dos novos casos do Sars-CoV-2 na Itália e, segundo o ISS, deve se tornar predominante em breve.

O instituto também identificou mutações típicas de uma variante espanhola em águas de esgoto coletadas em Guardiagrele, na região de Abruzzo, entre 21 e 26 de janeiro. O ISS desenvolveu um método rápido e simples que prevê a amplificação e o sequenciamento genético das amostras retiradas de águas residuais antes dos tratamentos de purificação.

"Nossos resultados confirmam o potencial da epidemiologia baseada em águas residuais, não apenas para o estudo de tendências epidêmicas, mas também para explorar a variabilidade genética do vírus", disse o diretor do Departamento de Qualidade da Água e Saúde do ISS, Luca Lucentini.

As variantes britânica e brasileira seriam mais transmissíveis que o Sars-CoV-2 original, porém não necessariamente mais letais. As vacinas já desenvolvidas também têm se mostrado eficientes contra a britânica, mas ainda não há dados disponíveis a respeito da brasileira.

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