UE proibirá aplicativos de IA que criam imagens falsas de nudez a partir de dezembro
Informação foi confirmada por porta-voz da Comissão Europeia
A União Europeia proibirá, a partir de 2 de dezembro, aplicativos de inteligência artificial que criam imagens falsas de nudez sem consentimento. Enquadrada na Lei de IA do bloco, a medida atende à cobrança de mais de 100 eurodeputados preocupados com o uso dessas ferramentas contra cidadãos e políticos. Segundo a Comissão Europeia, o órgão aplicará rigorosamente as regras desde o primeiro dia, classificando a prática como ilegal e sem espaço no continente.
A proibição de aplicativos de inteligência artificial que "tiram a roupa" de pessoas, conhecidos como "nudifier apps", entrará em vigor no próximo dia 2 de dezembro, informou nesta quinta-feira (1º) um porta-voz da Comissão Europeia.
Segundo o representante europeu, o órgão está preparado para aplicar, desde o primeiro dia, as regras previstas na Lei de Inteligência Artificial da União Europeia relacionadas a esse tipo de sistema.
A declaração foi dada após a Comissão receber uma carta assinada por mais de 100 eurodeputados pedindo medidas contra sistemas de IA capazes de gerar imagens sexualizadas de pessoas sem seu consentimento.
Os parlamentares também chamaram atenção para o uso dessas ferramentas contra políticos da União Europeia.
"Deixamos muito claro que se trata de uma atividade ilegal e que ela não tem absolutamente nenhum lugar na Europa", concluiu o porta-voz.
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