UE planeja missão para treinar forças do Líbano, mas sem substituir Unifil
Segundo chefe da diplomacia do bloco, decisão é aguardada para outubro
A União Europeia prepara uma missão para treinar as Forças Armadas do Líbano em segurança marítima e de fronteiras, com decisão prevista para outubro. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, ressaltou que o objetivo é fortalecer a capacidade de defesa do país, sem substituir a Unifil. A força de paz da ONU, com mandato até o fim de 2026 e criticada por não conter confrontos entre Israel e Hezbollah, deve ser sucedida futuramente por uma nova coalizão multinacional.
A União Europeia anunciou nesta terça-feira (1º) que prepara o lançamento de uma missão para treinar as Forças Armadas do Líbano, incluindo para ações de segurança de fronteiras e questões marítimas.
No entanto, a alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, afirmou que a iniciativa não pretende substituir a Unifil, a força de paz da ONU no sul libanês.
"Os ministros discutiram nossos planos para uma nova missão de aconselhamento e treinamento das Forças Armadas do Líbano. A União Europeia não busca substituir a Unifil. Estamos investindo na capacidade do Líbano de garantir sua própria segurança", disse Kallas após reunião informal dos ministros da Defesa do bloco, realizada na Irlanda.
Segundo a alta representante, o planejamento da missão está "progredindo bem", com cerca de 10 países-membros já tendo manifestado interesse em participar. A expectativa é de que uma decisão formal seja tomada até outubro.
O mandato da Unifil, criada em 1978 e que conta atualmente com cerca de 7,5 mil soldados de quase 50 países, termina em 31 de dezembro de 2026, e a missão é alvo de críticas por não ter conseguido evitar recorrentes conflitos entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah.
Segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, uma nova força de manutenção da paz será necessária no Líbano após a retirada da Unifil, e Itália e França, que já contribuem com boa parte do contingente das Nações Unidas no país árabe, já demonstraram interesse em participar de uma futura coalizão multinacional.
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