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UE descarta impacto imediato de conflito entre EUA e Irã na segurança energética

2 mar 2026 - 10h55
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A Comissão Europeia não prevê que o ‌agravamento do conflito no Oriente Médio tenha qualquer impacto imediato na segurança do abastecimento de petróleo e gás da União Europeia, afirmou um porta-voz nesta segunda-feira.

Os preços do petróleo subiram 9% nesta segunda-feira e os valores de referência do gás natural no atacado na Holanda saltaram mais de 25%, após o transporte marítimo ⁠no Estreito de Ormuz ser interrompido por ataques retaliatórios iranianos, na sequência do ‌bombardeio inicial de Israel e dos EUA que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Fontes do setor disseram que a maioria dos armadores, das grandes empresas ‌petrolíferas e das companhias de comercialização suspenderam os ‌embarques de energia pelo Estreito de Ormuz. O Estreito é uma via ⁠de passagem para mais de 20% do petróleo mundial e cerca de 20% do gás natural liquefeito.

"Nossa análise é que não há preocupação imediata com a segurança do abastecimento da União Europeia", disse um porta-voz da Comissão em uma coletiva de imprensa.

E-MAIL AOS GOVERNOS DA UE

A Comissão já havia comunicado sua avaliação de que ‌não haveria impacto imediato na segurança do abastecimento de petróleo em um e-mail enviado ‌aos governos da União ⁠Europeia, conforme noticiado pela ⁠Reuters nesta segunda-feira.

Na mensagem, Bruxelas também pediu aos governos que compartilhassem suas avaliações sobre a ⁠segurança do abastecimento até o final do ‌dia.

O porta-voz afirmou que o ‌grupo de coordenação petrolífera da UE se reunirá dentro de 48 horas para avaliar a situação. Esse grupo facilita a coordenação entre os governos da UE em caso de interrupção no fornecimento de petróleo.

A Europa está saindo ⁠da temporada de aquecimento de inverno, período em que a demanda por gás normalmente atinge o pico. Com 30% de sua capacidade ocupada, os locais de armazenamento de gás da UE estão 9% abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado, segundo dados da ‌Gas Infrastructure Europe.

O porta-voz da Comissão afirmou que este é um nível adequado para garantir que o armazenamento possa ser reabastecido antes do próximo inverno.

"Não estamos ⁠tomando nenhuma medida de emergência nem nada do tipo. Não há escassez, não há emergência de gás. As importações de gás estão bem diversificadas", disse o porta-voz quando questionado sobre o fornecimento.

A Europa aumentou as importações de GNL (Gás Natural Liquefeito) em uma tentativa de eliminar gradualmente o gás russo após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, iniciada em fevereiro de 2022.

Os EUA, que se tornaram o maior fornecedor de GNL da UE, foram responsáveis por 58% do gás consumido pelo bloco no ano passado. A UE também adquire quantidades menores de países cujos carregamentos foram afetados pelo conflito com o Irã.

Segundo os dados mais recentes da UE, 6% de seu GNL foi importado do Catar no terceiro trimestre do ano passado.

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