UE anuncia missão de apoio ao Líbano com foco em segurança
Operação do bloco europeu terá um mandato inicial de três anos
A União Europeia anunciou uma missão de apoio estrutural no Líbano com mandato inicial de três anos para fortalecer a estabilidade, soberania e instituições do país. Composta por cerca de 150 profissionais, a operação auxiliará as Forças Armadas locais no controle territorial, na segurança de fronteiras e na ordem interna, conforme a Resolução 1701 da ONU. A iniciativa visa promover a paz a longo prazo e não substituirá a atuação da Unifil, força de paz da ONU presente na região desde 1978.
A União Europeia anunciou nesta segunda-feira (12) a criação de uma missão de apoio estrutural no Líbano, com o objetivo de fortalecer a estabilidade, a soberania e as instituições estatais do país.
A operação do bloco europeu terá um mandato inicial de três anos e contribuirá "para a paz e a segurança" de Beirute, além de apoiar "o fortalecimento das instituições de Estado" e promover a estabilidade de longo prazo, em conformidade com a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo Kaja Kallas, alta representante da UE para Política Externa, a missão auxiliará as Forças Armadas e as agências de segurança libanesas no "fortalecimento do controle territorial, da segurança nas fronteiras e da ordem interna".
Em comunicado divulgado após a reunião dos 27 ministros das Relações Exteriores do bloco, em Luxemburgo, o Conselho da UE detalhou que a nova estrutura contará com uma equipe de cerca de 150 profissionais.
A UE assegurou, no entanto, que a iniciativa não tem o propósito de substituir a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), cuja prorrogação do mandato, que expira em 31 de dezembro de 2026, conta com o firme apoio do bloco europeu.
As forças de paz da ONU, que mobilizam cerca de 7,5 mil militares de quase 50 países, atuam no sul do Líbano desde 1978. A presença dos capacetes azuis, contudo, não tem sido suficiente para evitar reincidentes conflitos armados entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã. .
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