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Turquia ordena prisão de 295 militares por laços com clérigo dissidente

22 fev 2019 - 14h18
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A Turquia ordenou a prisão de 295 militares da ativa nesta sexta-feira, informou a procuradoria-geral de Istambul, acusando-os de laços com o clérigo muçulmano Fethullah Gulen, que vive nos Estados Unidos e que Ancara diz ter orquestrado uma tentativa de golpe em 2016.

Bandeira da Turquia em Istambul
24/06/2018 REUTERS/Alkis Konstantinidis
Bandeira da Turquia em Istambul 24/06/2018 REUTERS/Alkis Konstantinidis
Foto: Reuters

Entre aqueles que enfrentam detenções estão três coronéis, oito majores e 10 tenentes, sendo que metade dos suspeitos é do Exército e o restante de outras forças militares, incluindo a Marinha e a Aeronáutica, disse o comunicado.

    A procuradoria-geral disse que a polícia realizou operações de prisão simultâneas à 1h, parte de uma investigação de ligações de telefones públicos entre supostos agentes de Gulen.

    A polícia de Istambul disse na tarde local desta sexta-feira que 150 suspeitos já foram detidos na operação que cobre 55 províncias.

    Cerca de 250 pessoas morreram no golpe fracassado, no qual Gulen, ex-aliado do presidente Tayyip Erdogan, negou envolvimento. Gulen vive autoexilado no Estado norte-americano da Pensilvânia desde 1999.

    Mais de 77 mil pessoas foram presas e aguardam julgamento desde o levante, e prisões em larga escala ainda são rotina. As autoridades suspenderam ou demitiram 150 mil servidores públicos e militares.

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