Trump reitera que cessar-fogo com o Irã 'acabou', mas concorda em restabelecer negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta sexta-feira (10) que o cessar-fogo com o Irã havia, de fato, "terminado", mas acrescentou que concorda em continuar com as negociações. O líder norte-americano "decretou" o fim da trégua, após a retomada das hostilidades nesta semana. Na ocasião, ele chamou os iranianos de "mentirosos". Em paralelo às novas declarações, Egito e Catar pedem a retomada das conversas entre os dois países.
"A República Islâmica do Irã nos pediu para continuarmos 'as negociações'. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos deixaram muito claro para eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo acabou", disse Trump em sua rede social Truth.
Na quarta-feira (8), quando declarou o fim da trégua pela primeira vez, o presidente dos EUA criticou duramente a liderança iraniana, chamando-a de "doente" e dizendo que não queria mais "nada com eles". Apesar do discurso duro, o republicano deixou a porta aberta para que sua equipe retomasse as conversas.
Nesta sexta, o Egito e o Catar, mediadores nas negociações, também se posicionaram a respeito do fim do cessar-fogo. Os dois países apelaram aos Estados Unidos e ao Irã para que restabeleçam o diálogo.
Durante uma conversa por telefone, o chefe da diplomacia egípcia, Badr Abdelatty, e do Catar, Mohammed ben Abdelrahmane al-Thani, pediram para que "todas as partes priorizem o caminho diplomático e reabram as negociações", segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Egito.
Disputa de narrativas
Os confrontos entre EUA e Irã foram retomados na terça-feira (7), com troca de ataques no Oriente Médio, os mais significativos desde a assinatura de um memorando de entendimento, em 17 de junho, que formalizou o cessar-fogo de abril.
Os Estados Unidos bombardearam o Irã por duas noites consecutivas, após acusarem Teerã de atacar três navios mercantes no estratégico Estreito de Ormuz, que se tornou um dos principais focos do conflito.
Em retaliação, as forças armadas iranianas visaram os países vizinhos do Golfo: Kuwait, Bahrein e Catar, um dos mediadores nos esforços para resolver o conflito.
Essa nova escalada de tensões ocorreu durante o funeral do Líder Supremo Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia da guerra, iniciada em 28 de fevereiro, por ofensivas aéreas israelenses e norte-americanas.
Com AFP
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.