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Trump perde a paciência com Putin e ameaça sanções severas se Rússia não encerrar guerra em 50 dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (14) que a Rússia tem 50 dias para encerrar a guerra na Ucrânia, sob pena de enfrentar novas sanções severas, incluindo tarifas de até 100% na exportação de seus produtos. O chefe da Casa Branca, que voltou a demonstrar frustração com o presidente russo Vladimir Putin, indicou que sua paciência está chegando ao limite. As declarações foram feitas durante reunião na Casa Branca com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

14 jul 2025 - 15h56
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (14) que a Rússia tem 50 dias para encerrar a guerra na Ucrânia, sob pena de enfrentar novas sanções severas, incluindo tarifas de até 100% na exportação de seus produtos. O chefe da Casa Branca, que voltou a demonstrar frustração com o presidente russo Vladimir Putin, indicou que sua paciência está chegando ao limite. As declarações foram feitas durante reunião na Casa Branca com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Donald Trump durante reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte (esq.) na Casa Branca, em 14 de julho de 2025.
Donald Trump durante reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte (esq.) na Casa Branca, em 14 de julho de 2025.
Foto: © Nathan Howard / Reuters / RFI

"Estamos muito, muito descontentes" com a Rússia, disse Trump a jornalistas durante uma reunião com o chefe da Otan, Mark Rutte, na Casa Branca. "Vamos aplicar tarifas muito severas se não chegarmos a um acordo em 50 dias, tarifas de aproximadamente 100%", declarou Trump. O líder norte-americano acrescentou que seriam "tarifas secundárias" que afetariam os parceiros comerciais da Rússia. O objetivo é sufocar economicamente o país, já sujeito a duras sanções ocidentais.

Trump tentou entrar em contato com o presidente russo, Vladimir Putin, logo após iniciar seu segundo mandato em janeiro, na tentativa de cumprir sua promessa de campanha de encerrar a guerra na Ucrânia em 24 horas, mas não teve sucesso. O chefe de Kremlin recusa-se a interromper a invasão iniciada em fevereiro de 2022 e sua ofensiva se intensificou nas últimas semanas, coincidindo com o impasse nas negociações lideradas pelos Estados Unidos para encerrar os combates. Moscou bate recordes a cada semana no número de drones lançados, fornecidos por uma indústria de defesa operando em plena capacidade.

Diante dessa resistência, o presidente norte-americano anunciou o envio iminente de um grande volume de armamentos à Ucrânia, por meio da Otan, incluindo sistemas de defesa aérea, como os mísseis Patriot. Durante a reunião em Washington, Trump e Rutte revelaram os termos de um acordo pelo qual a aliança militar da Otan passaria a comprar armas dos Estados Unidos e as forneceria à Ucrânia para combater a invasão russa.

"Bilhões de dólares em equipamentos militares serão comprados dos Estados Unidos, que serão destinados à Otan (...) e rapidamente distribuídos no campo de batalha", declarou Trump. "Nós, os Estados Unidos, não faremos nenhum pagamento... nós os fabricaremos e eles pagarão", declarou o presidente.

Rutte afirmou que a Ucrânia "receberá quantidades realmente substanciais de equipamentos militares, tanto para defesa aérea quanto mísseis e munições".

"Assassino" ou "durão" ? 

Trump não escondeu sua irritação diante da postura do líder russo. "Não quero dizer que é um assassino, mas ele é um cara durão", comentou sobre Putin nesta segunda-feira. O líder norte-americano disse que acreditava ter fechado um acordo com Putin quatro vezes, mas que nunca conseguiu concretizar um compromisso.

As declarações de Trump coincidem com uma visita a Kiev de seu enviado especial, Keith Kellogg, para se reunir com Volodymyr Zelensky. Após o encontro, o presidente ucraniano classificou o encontro como "produtivo" e expressou sua gratidão ao líder norte-americano "pelos importantes sinais de apoio e decisões positivas para ambos os países".   

(Com AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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