Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Trump é retirado às pressas de jantar após atirador abrir fogo contra segurança: 'É um lobo solitário maluco'

Tiros foram ouvidos no local em que presidente americano estava para participar de jantar com correspondentes da Casa Branca. Suspeito foi detido e um agente de segurança foi ferido

25 abr 2026 - 22h36
(atualizado em 26/4/2026 às 01h51)
Compartilhar
Exibir comentários
Momento em que Trump é retirado da mesa
Momento em que Trump é retirado da mesa
Foto: Reuters / BBC News Brasil

O presidente americano Donald Trump foi retirado às pressas de um hotel em Washington neste sábado (25/4) após tiros serem ouvidos no local, onde ele discursaria no tradicional jantar com os correspondentes da Casa Branca.

Momentos depois, o próprio Trump deu uma entrevista coletiva em que informou que um homem munido com diversas armas abriu fogo e tentou entrar no local do evento antes de ser detido pela segurança.

Um agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está bem, segundo o presidente americano, que divulgou também imagens das câmeras de segurança onde o provável suspeito aparece correndo.

"Minha impressão é que ele era um lobo solitário maluco", disse Trump. "Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas."

O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia, segundo a CBS, parceira da BBC nos EUA.

Segundo as autoridades, Allen será alvo de acusação formal na segunda-feira e irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais.

O tumulto foi percebido por volta das 20h35 no horário local (21h25 em Brasília), quando Trump e a primeira-dama Melania já estavam no local do evento, no hotel Hilton Washington, na capital americana.

Um barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local enquanto pessoas gritavam "abaixem-se, abaixem-se".

Logo depois, o serviço secreto americano informou que Trump, Melania e outros membros do governo, incluindo o diretor do FBI, não haviam ficado feridos. A viúva do ativista Charlie Kirk, que foi morto por um atirador, também estava presente no local.

O jantar com os correspondentes foi adiado. Seria a primeira participação de Trump no evento desde que chegou à Casa Branca.

Participantes do jantar saem às pressas
Participantes do jantar saem às pressas
Foto: Reuters / BBC News Brasil

'Nenhum país está imune' à violência política, diz Trump

Na coletiva de imprensa, Trump foi questionado sobre qual seria sua mensagem ao mundo após o incidente e respondeu: "Você pode ter o melhor esquema de segurança do mundo, mas se houver um maluco, ele pode causar problemas".

O presidente disse que participar da política nos Estados Unidos tem um custo e acrescentou que há violência política em todo o mundo.

"Não consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa", afirmou, acrescentando que "nenhum país está imune".

Trump já foi alvo de duas tentativas de assasssinato desde a campanha de reeleição, há pouco mais de um ano.

O mais grave incidente foi em julho de 2024, quando o então candidato à Casa Branca foi atingido na orelha por um tiro enquanto participava de um comício ao ar livre em Butler, na Pensilvânia. O atirador de 20 anos foi morto por agentes de segurança no local.

Dois meses mais tarde, agentes do Serviço Secreto capturaram um homem armado escondido no clube de golfe de Trump, em West Palm Beach, na Flórida, enquanto o republicano estava no local. O caso foi considerado uma tentativa de assassinato, e o suspeito foi condenado à prisão perpétua neste ano.

Pessoas se abaixam durante o jantar
Pessoas se abaixam durante o jantar
Foto: Reuters / BBC News Brasil

Atentado contra Reagan foi no mesmo local

O jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca é uma tradição da imprensa americana que remonta a 1921 e historicamente conta com a presença do presidente americano em exercício.

Seria a primeira vez que Trump participaria do evento em suas duas passagens pela presidência. Neste sábado, a expectativa é que o americano discursasse no evento.

Vários correspondentes da BBC que estavam no local relataram cenas de grande confusão após o som dos tiros.

Agentes do Serviço Secreto dos EUA foram vistos escoltando o presidente e a primeira-dama para fora da sala, enquanto autoridades graduadas do governo, incluindo o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. e o secretário de Defesa Pete Hegseth, foram retiradas às pressas por suas equipes de segurança.

Outros participantes permaneceram no salão de baile sob confinamento (lockdown), com muitos jornalistas tentando informar o ocorrido às suas respectivas organizações.

O incidente ocorreu no Washington Hilton, o mesmo hotel onde o então presidente dos EUA Ronald Reagan foi baleado e ferido em 1981.

O ataque aconteceu em 30 de março de 1981, quando o agressor, John Hinckley Jr., disparou contra Reagan enquanto ele retornava à sua limusine após um discurso dentro do hotel.

Reagan sobreviveu, mas ficou gravemente ferido após uma bala ricochetear na lateral da limusine presidencial e atingi-lo no torso, quebrando uma costela e perfurando um dos pulmões.

Um ano depois, Hinckley foi considerado inocente por motivo de insanidade, mas ficou internado em uma ala de alta segurança do Hospital St. Elizabeths, em Washington, até receber alta em 2016.

Uma placa marca o local do atentado contra Reagan na lateral do hotel.

BBC News Brasil BBC News Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC News Brasil.
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra