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EUA lançam novos ataques contra o Irã após Trump anunciar retaliação por morte de soldados

Essa é a décima noite consecutiva de ofensivas. Presidentre americano prometeu punir o Irã pelas mortes de dois soldados dos EUA identificados pelo Pentágono.

20 jul 2026 - 06h08
(atualizado às 21h53)
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Explosões foram ouvidas em diversas cidades iranianas após os ataques lançados pelos EUA durante a noite
Explosões foram ouvidas em diversas cidades iranianas após os ataques lançados pelos EUA durante a noite
Foto: US Central Command / BBC News Brasil

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter iniciado uma nova rodada de ataques contra o Irã com o objetivo de "reduzir ainda mais" a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz.

Os ataques — a décima noite consecutiva de ofensivas — ocorreram depois que o presidente americano, Donald Trump, prometeu punir o Irã pelas mortes de soldados dos EUA. Dois dos militares mortos foram identificados pelo Pentágono.

Trump havia afirmado anteriormente que o Irã havia sido atingido "com muita força" na noite anterior, acrescentando que a ofensiva foi "em honra" aos três soldados americanos mortos nos últimos dias — dois na Jordânia e um no Iraque.

Segundo ele, instalações militares e de comunicação iranianas foram atingidas.

O Irã afirmou ter respondido com um ataque surpresa no Bahrein, na Jordânia e na Síria. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país agora enfrenta uma "guerra em larga escala" com os Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, Teerã afirmou que mensagens diplomáticas continuavam sendo trocadas entre os dois lados por meio de intermediários, apesar do colapso de um cessar-fogo.

Mais cedo, as forças armadas do Kuwait disseram ter interceptado drones iranianos.

A agência de notícias semi-oficial iraniana Tasnim informou que os ataques americanos iniciados na noite anterior atingiram várias cidades do Irã, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

A mídia estatal iraniana afirmou também que dois petroleiros explodiram ao tentar atravessar o Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que os petroleiros estavam atravessando o que chamou de "rota sul insegura e perigosa" do estreito e "explodiram e foram parados". O Comando Central (Centcom) dos EUA contestou a informação.

A Guarda Revolucionária Islâmica acrescentou que o estreito "não será seguro para o trânsito de produtos petroquímicos, nem mesmo de uma única gota de petróleo e gás" enquanto os ataques dos EUA continuarem e que responderá com uma "operação punitiva".

Durante o fim de semana, os EUA confirmaram que um militar foi morto após um ataque iraniano no norte do Iraque no sábado.

A morte ocorreu um dia após um ataque a uma base na Jordânia, onde dois soldados americanos foram mortos e outro foi dado como desaparecido. Os EUA disseram que "restos mortais não identificados" foram encontrados e que a identificação desses restos mortais está em andamento.

Com a continuidade dos ataques entre os EUA e o Irã durante o fim de semana, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA "permanecem sempre abertos a uma solução diplomática".

Em referência ao Estreito de Ormuz, Rubio também disse que "o mundo precisa decidir se vai ou não permitir que uma via navegável internacional fique sob o controle" do Irã, afirmando que Teerã estava usando essa rota marítima crucial como moeda de troca.

Os comentários de Rubio surgem em um momento em que um acordo preliminar firmado em meados de junho para cessar as hostilidades se desfez, com as negociações para uma paz permanente apresentando poucos avanços depois que Trump declarou que o acordo estava "encerrado" em 8 de julho.

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