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Trump defende 'direito absoluto' de perdoar a si mesmo

Presidente americano reforçou tese apresentada por seu advogado Rudy Giuliani, mas ressaltou não ter interesse em usá-la porque 'não fez nada errado'; ele também voltou a chamar investigação do procurador especial, Robert Mueller, de 'caça às bruxas'

4 jun 2018
11h02
atualizado às 13h12
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 4, que tem o "direito absoluto" de perdoar a si mesmo, mas esclareceu que não o fará porque "não fez nada errado" ao falar da investigação sobre o suposto conluio de sua campanha em 2016 com a Rússia.

Presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington 31/05/2018 REUTERS/Joshua Roberts
Presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington 31/05/2018 REUTERS/Joshua Roberts
Foto: Reuters

"Como já foi dito por muitos juristas, eu tenho o direito absoluto de perdoar a mim mesmo, mas por que eu faria isso se não fiz nada errado?", escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

"Enquanto isso, a caça às bruxas sem fim, liderada por 13 democratas muito zangados e confusos (e outros) continua a medida que nos aproximamos das eleições de meio de mandato", completou.

Trump fez a afirmação um dia depois de o ex-prefeito de Nova York e seu advogado, Rudy Giuliani, também dizer que a Constituição americana permite a possibilidade de "autoindulto", apesar de o republicano não ter a intenção de fazer uso desta possibilidade.

O presidente americano tem questionado insistentemente o trabalho do procurador especial Robert Mueller, que há pouco mais de um ano investiga a suposta interferência russa na corrida à Casa Branca em 2016 e os possíveis vínculos da campanha republicana com o Kremlin.

Mueller foi nomeado procurador especial depois que Trump demitiu, em maio de 2017, o então diretor do FBI, James Comey.

O presidente já disse em diversas ocasiões que Mueller deveria parar a investigação sobre o caso russo, que qualificou como uma "caça às bruxas" e citou o suposto custo de US$ 20 milhões da investigação como uma das razões para que ela seja suspensa. / EFE

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Estadão
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