Trump confirma troca de avião na Turquia e diz que recebe 'muitas ameaças'
Operação sigilosa teria envolvido a troca de aeronaves para despistar possíveis ameaças durante a saída de Ancara; orientação foi determinada pelo orientação Serviço Secreto dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que uma ameaça de assassinato levou o Serviço Secreto e militares americanos a organizar uma operação sigilosa para retirá-lo da Turquia após a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), no mês passado.
Segundo Trump, ele seguiu as orientações das autoridades de segurança e embarcou em uma aeronave diferente daquela inicialmente prevista. "Acho que havia uma ameaça por aí. Eu não perguntei muito sobre isso. Eu recebo muitas ameaças", disse a jornalistas após um evento esportivo em Ohio nesta terça-feira, 11.
O presidente declarou que enfrenta ameaças que o público nem chega a conhecer. "Qualquer presidente relevante recebe muitas ameaças. Presidentes irrelevantes não são ameaçados e eu acho que talvez eu seja o presidente mais relevante", disse. "Na verdade, não me preocupo com nada. Seja o que for, já conhecem a minha atitude: tanto faz", acrescentou.
De acordo com autoridades americanas citadas pela imprensa dos EUA, a ameaça teria partido do Irã e envolvido o presidente e o Air Force One. A saída de Trump de Ancara teria sido planejada para dificultar a identificação da aeronave em que ele realmente viajaria.
Trump chegou à Turquia a bordo de um Boeing 747-8 doado pelo Catar, aeronave que havia sido adaptada para uso presidencial. Na saída, porém, anunciou que utilizaria um dos jatos mais antigos da frota presidencial. Enquanto as câmeras registravam o embarque no avião de pintura azul-clara, a aeronave doada pelo Catar seguiu à frente em direção a uma base militar americana no Reino Unido.
Segundo relatos publicados pelo The Washington Post e pelo The New York Times, Trump teria viajado secretamente em um terceiro avião, um C-32A, variante militar do Boeing 757. A operação teria incluído uma troca de aeronaves para despistar possíveis ameaças.
O diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, já havia indicado que houve uma estratégia de distração na saída do presidente da Turquia. Na ocasião, afirmou que os Estados Unidos utilizam "táticas de distração e desorientação" diante de ameaças contra Trump.
O republicano também voltou a comentar a possibilidade de disputar a eleição presidencial de 2028. Questionado sobre o assunto, disse que "adoraria" concorrer novamente, mas reconheceu que existem limitações legais para uma nova candidatura.

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