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Trump aumenta pressão comercial sobre Canadá e México e vê resistência de republicanos

5 mar 2018
17h43
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a pressão comercial sobre o Canadá e o México nesta segunda-feira, dizendo que os dois países podem evitar tarifas de importação dos EUA sobre aço e alumínio se fizerem concessões nas negociações para reformulação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

Trump fala durante encontro com Netanyau na Casa Branca
 5/3/2018   REUTERS/Kevin Lamarque
Trump fala durante encontro com Netanyau na Casa Branca 5/3/2018 REUTERS/Kevin Lamarque
Foto: Reuters

Após um final de semana de tuítes nos quais ameaçou taxar montadoras de veículos alemãs, Trump disse que o México precisa fazer mais para conter o fluxo de drogas ilegais para os EUA, algo que não está na pauta da renegociação do Nafta.

A determinação de Trump de impor uma tarifa de 25 por cento sobre as importações de aço e de 10 por cento sobre as de alumínio desencadeou ameaças de retaliação de União Europeia, Canadá, China e Brasil, entre outros países, e abalou os mercados de ações globais, já que os investidores temem a perspectiva de uma guerra comercial crescente que prejudicaria o crescimento econômico mundial.

O plano de Trump, anunciado na quinta-feira, também encontrou resistência entre algumas figuras de destaque de seu próprio Partido Republicano.

O presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Paul Ryan, republicando de Wisconsin, Estado que será atingido pelas contra-tarifas propostas por europeus às motocicletas Harley Davidson, pediu nesta segunda-feira que a Casa Branca não leve adiante a proposta de tarifas sobre aço e alumínio.

O correligionário Kevin Brady, principal parlamentar da Câmara no comércio, disse que os consumidores norte-americanos não deveriam ser obrigados a pagar mais por produtos por causa do aumento no custo de matérias-primas.

Trump não tem se abalado com o lobby de parlamentares, empresas de ponta e grupos da indústria desde que anunciou a medida, tendo até elevado o tom repetidamente.

"Não recuaremos", disse o Trump durante uma reunião na Casa Branca com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. "Não acho que teremos uma guerra comercial", acrescentou, sem dar detalhes.

Acredita-se que Trump finalizará os planos sobre as tarifas até o final desta semana.

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