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Tribunal de Moscou ordena prisão da filha de Boris Nemtsov, crítico de Putin assassinado

31 jul 2026 - 13h58
(atualizado às 15h19)
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Um tribunal da ‌capital russa ordenou a prisão à revelia da filha do político da oposição russo assassinado Boris Nemtsov, devido ao seu papel em uma "organização indesejável", informou nesta sexta-feira o serviço judicial ⁠de Moscou.

Zhanna Nemtsova, que deixou a Rússia ‌em 2015 após o assassinato de seu pai, é cofundadora da Fundação Boris Nemtsov ‌pela Liberdade, com sede na ‌Alemanha, que a Rússia classificou como "organização ⁠indesejável" em 2024, proibindo suas atividades no país.

Nemtsova minimizou a decisão do tribunal de Moscou em uma postagem no Facebook: "Agora sou famosa. A 'organização indesejável' é a Fundação Boris Nemtsov, que ‌criei na Alemanha em 2015. Ela está ‌registrada em Bonn, ⁠para onde ⁠voei hoje", escreveu ela.

A Rússia costuma declarar como "indesejáveis" entidades ⁠que, segundo ela, ‌prejudicam sua ordem ‌constitucional ou segurança nacional. As pessoas podem ser condenadas a até cinco anos de prisão por financiar tais atividades ou a ⁠até seis anos por organizá-las.

Boris Nemtsov, um dos críticos mais ferrenhos do presidente Vladimir Putin, foi morto a tiros em 27 de fevereiro de ‌2015 enquanto atravessava uma ponte perto do Kremlin. Aos 55 anos, ele vinha trabalhando em ⁠um relatório que examinava o papel das Forças Armadas russas na crise da Ucrânia. Seu assassinato causou um clima de medo nos círculos da oposição russa.

Em 2017, um tribunal russo condenou cinco homens chechenos pelo assassinato de Nemtsov em troca de uma recompensa financeira, mas os aliados do falecido político afirmaram na época que aqueles que haviam ordenado e organizado o assassinato não haviam sido levados à Justiça.

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