Taiwan quer se tornar parceiro estratégico dos EUA em acordo tarifário
Taiwan pretende tornar-se um parceiro estratégico próximo dos Estados Unidos na área da inteligência artificial, após ter fechado um acordo para reduzir as tarifas e aumentar o seu investimento no país, afirmou nesta sexta-feira o vice-primeiro-ministro Cheng Li-chiun.
O governo do presidente Donald Trump pressionou o maior fabricante de semicondutores para que aumentasse os investimentos nos EUA, especificamente na produção de chips que alimentam a inteligência artificial.
"Nessa negociação, promovemos investimentos bidirecionais de alta tecnologia entre Taiwan e EUA, esperando que, no futuro, possamos nos tornar parceiros estratégicos de IA", disse Cheng em comentários transmitidos ao vivo de uma coletiva de imprensa em Washington.
Cheng liderou as negociações que culminaram no acordo comercial de quinta-feira, que reduz as tarifas sobre muitas das exportações de Taiwan e direciona novos investimentos para a indústria de tecnologia dos EUA, mas também pode irritar a China.
A China considera Taiwan, governada democraticamente, como seu próprio território e se opõe veementemente às relações de alto nível entre os Estados Unidos e Taiwan. Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse que as empresas de Taiwan investiriam US$250 bilhões para impulsionar a produção de semicondutores, energia e inteligência artificial nos Estados Unidos.
O valor inclui US$100 bilhões já prometidos pela fabricante de chips TSMC em 2025, com mais por vir, acrescentou ele.
Taiwan também garantirá um crédito adicional de US$250 bilhões para facilitar mais investimentos, disse o governo Trump.