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Suíça se vira mais à direita nas eleições conforme pesam temores sobre imigração

22 out 2023 - 16h31
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A Suíça parecia prestes a consolidar uma guinada para a direita nas eleições nacionais deste domingo, conforme as preocupações com temas como imigração superaram os temores sobre mudança climática e derretimento das geleiras, embora o pleito provavelmente não mude a composição do governo suíço.

O Partido Popular Suíço (SVP), de direita, o maior partido político da Suíça, aumentou a sua percentagem de votos para 29%, 3,4 pontos percentuais acima da última eleição em 2019, de acordo com a projeção final da emissora suíça SRF.

O partido fez campanha com base numa plataforma para evitar que a população do país - atualmente de 8,7 milhões de pessoas - ultrapassasse os 10 milhões.

"Temos problemas com a imigração, imigrantes ilegais e problemas com a segurança do abastecimento energético", disse o líder do SVP, Marco Chiesa. "Já vivemos um caos em matéria de asilo político... Uma população de 10 milhões de pessoas na Suíça é um tema que realmente temos de resolver."

O resultado previsto significa que o SVP aumentará o seu número de assentos em oito, chegando a 61, na câmara baixa do Parlamento, que tem 200 membros ao todo, e aumentando a sua presença na Casa onde nenhum partido tem maioria absoluta.

O aumento dos custos de saúde também parece fadado a beneficiar os sociais-democratas (SP) de esquerda. O segundo maior partido da Suíça deve aumentar a sua cota em 0,7 ponto percentual dos votos, chegando a 17,4%, e alcançando 40 assentos.

Em contrapartida, espera-se que os Verdes vejam seu desempenho cair 4 pontos percentuais, indo a 9% e perdendo seis cadeiras.

"O resultado significa que será mais difícil para questões progressistas ou questões como meio ambiente e sustentabilidade", disse Cloe Jans, da agência de pesquisas GFS Bern. "Os políticos sentirão menos pressão externa para promover esta agenda nos próximos quatro anos após este resultado."

É pouco provável que o resultado altere a composição do governo da Suíça, o Conselho Federal, onde sete cargos ministeriais estão divididos entre os quatro principais partidos, de acordo com a sua percentagem de votos.

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