Sem Milei, Argentina recorda 1º aniversário da morte do papa Francisco
Missas homenagearão 'mensagem de misericórdia' do finado papa
A Argentina lembra nesta terça-feira (21) o primeiro aniversário da morte do papa Francisco com uma série de homenagens e missas que buscam manter vivo o legado do chamado "pontífice dos pobres", em um contexto marcado principalmente pela ausência do presidente Javier Milei nas comemorações.
Dois eventos principais foram organizados para esta terça. O primeiro é uma missa às 17h na Basílica da Virgem de Luján, padroeira da Argentina, convocada pela conferência episcopal do país e que terá a presença da vice-presidente Victoria Villarruel, há meses em rota de colisão com Milei.
O segundo, organizado pela Arquidiocese de Buenos Aires, ocorrerá às 20h, na Basílica de São José de Flores, bairro onde nasceu Jorge Bergoglio, com o objetivo de "recordar sua mensagem de misericórdia, serviço e amor pela Igreja universal".
Antes da missa, em frente à basílica, também será plantada uma oliveira da paz e inaugurado um mural de Francisco na estação que o então arcebispo Bergoglio usava para ir até a sede da diocese metropolitana.
Uma série de procissões e peregrinações por ocasião do "mês de Francisco" também foi organizada pelos chamados "curas villeros", os padres das favelas, que, em um comunicado, lembram de Francisco não apenas como papa, mas também como "bispo que caminhava pelos nossos bairros".
Milei, em viagem oficial a Israel e que era crítico da postura social do pontífice argentino, não participará das celebrações.
Bergoglio comandou a Igreja Católica por mais de 12 anos, em uma gestão marcada pela defesa dos marginalizados e do meio ambiente e pelo combate às desigualdades e às guerras.
Ele faleceu em 21 de abril de 2025, um dia após a Páscoa, aos 88 anos, vítima de uma parada cardiocirculatória em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC). Durante seu pontificado, Francisco nunca voltou à Argentina. .
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