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Lula critica Parlamento da UE por atrasar ratificação de acordo com Mercosul

'Eu acho um erro, um equívoco muito grande', disse o presidente em Portugal

21 abr 2026 - 12h00
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (21) o Parlamento da União Europeia por suspender o processo de tramitação do acordo de livre comércio com o Mercosul para pedir um parecer do Tribunal de Justiça do bloco.

    Em pronunciamento conjunto com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, o petista lembrou que o tratado entrará em vigor de forma provisória em 1º de maio, após ter sido ratificado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, enquanto ainda aguarda aprovação definitiva do Europarlamento.

    "O Parlamento Europeu entrou com um recurso na Justiça da União Europeia, o que eu acho um erro, um equívoco muito grande", disse Lula, acrescentando que o acordo oferece "oportunidades" para os dois lados do Atlântico.

    "Nós temos complementaridade entre nossas agriculturas. É sempre uma bobagem achar que um vai acabar com a agricultura do outro. Não é assim que se faz comércio internacional, o comércio internacional só dá resultado se você não sufocar teu cliente", salientou.

    No pronunciamento, Lula ainda defendeu que a relação do Brasil e do Mercosul com a UE seja "a mais sofisticada possível". "Esse acordo foi uma lição contra aqueles que são contra o multilateralismo", afirmou.

    Provocado pelo Parlamento Europeu, o Tribunal de Justiça da UE vai avaliar a conformidade da parceria com o Mercosul com os tratados do bloco, em meio à insatisfação generalizada de agricultores diante da perspectiva de competir com mercadorias sul-americanas mais baratas.

    Um dos pontos que serão submetidos ao Judiciário é um mecanismo que permite aos membros do Mercosul questionar legislações europeias tidas como danosas para suas exportações.

    Uma eventual sentença contrária pode forçar novas alterações no acordo ou até mesmo inviabilizá-lo. .

Ansa - Brasil
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