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Secretário de Defesa dos EUA soa "alarme" sobre fortalecimento militar da China e pede a aliados que aumentem gastos com defesa

30 mai 2026 - 13h47
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‌O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu aos aliados asiáticos, neste sábado, que aumentem os gastos militares para combater o crescente poder da China e impedir seu domínio na região, alertando sobre o "legítimo alarme" em relação ao rápido fortalecimento militar do país.

Hegseth, falando no Diálogo de Shangri-La em Cingapura, o principal fórum da Ásia para ⁠líderes de defesa, militares e diplomatas, disse que uma rede de aliados mais forte e ‌mais autossuficiente é essencial para deter a agressão e preservar o equilíbrio de poder.

"Há um alarme legítimo em relação ao histórico fortalecimento militar da China e à expansão de ‌suas atividades militares na região e fora dela", disse ‌ele.

"Um Pacífico dominado por qualquer país hegemônico desestruturaria o equilíbrio de poder regional", disse ⁠Hegseth. "Nenhum Estado, incluindo a China, pode impor sua hegemonia e colocar em questão a segurança ou a prosperidade de nossa nação e de nossos aliados."

Os EUA esperam que seus aliados e parceiros asiáticos aumentem os gastos com defesa para 3,5% do PIB, já que prometeram um investimento de US$1,5 trilhão em suas Forças Armadas, disse o chefe do Pentágono.

"Menos ‌Shangri-La, mais navios, mais submarinos", disse Hegseth, enfatizando que a região precisava de maior capacidade ‌de defesa do que de ⁠conferências. Os aliados querem ⁠estabilidade, não escalada, disse ele.

"O que eles querem, e o que os EUA oferecem, é força disciplinada, ⁠determinação firme e liderança confiante o suficiente para ‌falar e andar suavemente enquanto ‌carrega um grande bastão."

Hegseth também adotou um tom comedido em relação aos laços entre os EUA e a China, dizendo que as relações estão "melhores do que estiveram em muitos anos", com o engajamento militar mais frequente ajudando a gerenciar as tensões.

"Estamos ⁠nos reunindo com mais frequência com nossos pares chineses, mantendo linhas abertas de comunicação militar a militar."

Zhou Bo, membro sênior da Universidade de Tsinghua e coronel graduado aposentado do Exército de Libertação Popular da China que fez parte da delegação chinesa, descreveu as relações entre os EUA e a China como "complicadas."

No ‌entanto, ele disse que Hegseth adotou "um tom muito melhor" este ano do que no ano passado, atribuindo a mudança à visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à ⁠China.

"Os dois lados têm canais de comunicação abertos, a situação não é tão exagerada quanto o mundo exterior faz parecer", disse Zhou.

A China, cujo ministro da Defesa não participa do diálogo pelo segundo ano consecutivo, acusou Hegseth no ano passado de fazer comentários "difamatórios".

Hegseth fez eco à exigência de longa data de Trump de que os aliados assumam mais de seus próprios custos de defesa. Trump disse claramente que os parceiros europeus e da aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deveriam reduzir a dependência de Washington.

"A era em que os EUA subsidiavam a defesa das nações ricas acabou", disse Hegseth. "Precisamos de parceiros, não de protetorados", acrescentou. "Não teremos uma aliança forte a menos que todos tenham participação no jogo. Nada de ficar se aproveitando."

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