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Rússia prende 9 testemunhas de Jeová por "extremismo"

5 mar 2024 - 15h09
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Nove testemunhas de Jeová foram condenadas a longas penas de prisão na Rússia nesta terça-feira, acusadas de participar de "extremismo" a partir de gravações vazadas de seus cultos, disse um porta-voz do grupo.

A Suprema Corte da Rússia classificou a denominação cristã como "extremista" em 2017, liquidando e banindo congregações em todo o país.

A Rússia contava com cerca de 175.000 fiéis ativos na época da proibição, segundo o site russo do grupo. Desde então, incursões, interrogatórios e prisões de adeptos têm ocorrido com certa regularidade.

Um tribunal da cidade siberiana de Irkutsk proferiu sentenças de três a sete anos para os nove homens, com idades entre 35 e 72 anos.

Oito deles já haviam passado mais de dois anos em prisão preventiva antes da sentença, a maior parte do tempo em confinamento solitário, disse o porta-voz, Jarrod Lopes.

Lopes disse que as acusações contra os homens tomaram como base gravações secretas de áudio de cultos. Na semana passada, outro tribunal russo determinou a prisão de uma testemunha de Jeová por oito anos após um "infiltrado" filmar um culto realizado por videoconferência.

As Testemunhas de Jeová na Rússia já afirmaram, anteriormente, que foram torturadas por policiais que invadiram suas casas, alegações que as autoridades russas negam.

A vida religiosa na Rússia é dominada pela Igreja Ortodoxa Russa, leal ao presidente Vladimir Putin e defendida por ele. Alguns estudiosos ortodoxos consideram as testemunhas de Jeová, conhecidas por pregar de porta em porta e recusar o serviço militar, como uma "seita totalitária".

Pelo menos 794 Testemunhas de Jeová foram acusadas criminalmente na Rússia por sua fé, e 128 cumprem penas de prisão atualmente, disse Lopes.

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