Rússia diz que atentado em Moscou buscava 'intimidar italianos'
Explosão de bomba em restaurante da capital deixou 5 mortos
A Embaixada da Rússia em Roma afirmou neste domingo (2) que o atentado que deixou cinco mortos em um restaurante de Moscou tinha como objetivo "intimidar" os italianos que trabalham no país.
No último sábado (1º), uma bomba levada por uma mulher ainda não identificada explodiu na entrada do restaurante de culinária italiana Balzi Rossi, no centro da capital, matando a portadora do artefato e outros quatro indivíduos.
O local recebia um jantar privado, supostamente com militares de alta patente, no momento da explosão. Fontes não oficiais afirmam que a festa foi organizada para comemorar o aniversário do general Alexander Chayko, que completou 55 anos em 27 de julho e foi recentemente nomeado comandante da Força Aérea.
O governo ucraniano o acusa de organizar um massacre de civis em Bucha, na região de Kiev, no início da invasão russa, em 2022.
"Os terroristas ucranianos queriam intimidar os italianos que trabalham na Rússia, fazê-los acreditar que também estão na mira e podem ser a próxima vítima a qualquer momento", disse a Embaixada de Moscou em seu canal no Telegram.
A sede diplomática também afirmou que o napolitano Carmine Alfieri, chef do restaurante, e sua equipe não ficaram feridos apenas graças à "abnegação profissional de um agente dos serviços de segurança russos" que barrou a mulher na porta do local e impediu uma tragédia ainda maior.
Ele é um dos mortos no atentado, mas ainda não se sabe se a portadora da bomba sabia que carregava um explosivo, que pode ter sido acionado à distância.
Por sua vez, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, definiu as declarações da Embaixada da Rússia como uma "mentira colossal". "Por que os italianos intimidariam os italianos se estamos ao lado de Kiev?", questionou.
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