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Recontagem confirma vitória de Biden na Geórgia

É o primeiro triunfo democrata no estado desde 1992

20 nov 2020
08h07
atualizado às 08h48
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A recontagem dos votos na Geórgia confirmou a vitória do presidente eleito dos EUA, Joe Biden, a primeira de um candidato democrata no estado desde 1992, com Bill Clinton.

Apoiadores de Biden em Atlanta, cidade mais populosa da Geórgia
Apoiadores de Biden em Atlanta, cidade mais populosa da Geórgia
Foto: EPA / Ansa - Brasil

De acordo com a apuração manual, Biden obteve 2.475.141 votos (49,5%), contra 2.462.857 de Donald Trump (49,3%), com uma diferença de 12.284 entre eles. O resultado é similar ao da primeira contagem, feita por máquinas, quando a vantagem do democrata havia sido de cerca de 13,5 mil votos.

Oficiais do estado, que é governado pelo Partido Republicano, ainda disseram que a auditoria confirmou a inexistência de fraudes e irregularidades disseminadas na eleição. "A histórica primeira auditoria na Geórgia reafirmou que o novo sistema de contagem de votos apurou e reportou os resultados corretamente", disse o secretário de Estado Brad Raffensperger.

A Geórgia é responsável por 16 dos 306 votos de Biden no colégio eleitoral, enquanto Trump conquistou 232 - o total é 538. Esse é o mesmo placar da eleição de 2016, quando o magnata venceu Hillary Clinton.

Biden conseguiu ganhar no estado graças a uma participação massiva do eleitorado negro em subúrbios de áreas urbanas, como Atlanta, após um intenso trabalho do Partido Democrata para registrar votantes.

A Geórgia ainda será decisiva para definir o controle do Senado, com o segundo turno da eleição que escolherá seus dois representantes, no início de janeiro.

Em um fato sem precedentes na história recente americana, Trump ainda não admitiu a vitória de Biden e vem impondo obstáculos ao processo de transição de governo. A equipe do presidente já tentou diversas ações judiciais para bloquear a apuração em estados onde ele estava em desvantagem, sempre sem sucesso.

O advogado do magnata, Rudy Giuliani, chegou até a aventar uma suposta conspiração envolvendo "dinheiro dos comunistas" para tirar Trump da Casa Branca, mas não apresentou nenhuma prova.

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