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Estados Unidos

Cientista de laboratório tenta se 'vingar' e envenena colega após promoção; entenda

Makoto Kuroda teria ficado incomodado depois que o colega foi promovido; os dois trabalhavam na Universidade de Wisconsin nos EUA

23 abr 2026 - 16h56
(atualizado às 17h17)
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Pesquisador teria confessado autoria do crime
Pesquisador teria confessado autoria do crime
Foto: Reprodução/Condado de Dane

Um pesquisador da Universidade de Wisconsin foi acusado de envenenar um colega de trabalho em um laboratório devido a uma rivalidade profissional. Segundo denúncia criminal apresentada no Condado de Dane e divulgada pela NBC News, Makoto Kuroda, de 41 anos, teria adulterado a água de um colega identificado pelas iniciais TM com clorofórmio.

De acordo com o documento, Kuroda teria confessado o ato tanto à vítima quanto a supervisores. Em um dos momentos relatados, ele se aproximou do colega e disse: "Fui eu". Em um e-mail enviado a um professor, também admitiu a ação: "Eu fiz isso. Também já informei a pessoa. Sinto muito."

A investigação aponta que os dois pesquisadores se conheciam desde 2017 e trabalharam juntos por cerca de cinco anos no Instituto de Pesquisa da Gripe da universidade, em Madison. A relação, descrita como amigável, teria se deteriorado ao longo do tempo.

TM relatou à polícia que percebeu um cheiro incomum ao beber água de uma garrafa que estava em sua mesa havia alguns dias. "TM bebeu um gole de água da garrafa, notou um gosto estranho e cuspiu", descreve a denúncia. Dias depois, ele afirmou ter sentido o mesmo cheiro vindo de seus sapatos e suspeitou da presença de clorofórmio.

Testes preliminares indicaram resultado positivo para a substância, com níveis tão elevados que impediram a medição exata. A denúncia também afirma que Kuroda teria utilizado uma seringa para inserir pequenas quantidades de uma mistura química tanto na água quanto nos sapatos do colega.

Em depoimento, o pesquisador disse estar insatisfeito com o comportamento de TM, citando desde o descumprimento de regras de segurança no laboratório até ressentimentos relacionados à promoção do colega. Segundo o documento, ele afirmou que queria que TM "se sentisse mal" e admitiu que esperava que o colega adoecesse.

A universidade informou, em nota, que Kuroda foi afastado e teve seu acesso a instalações e recursos digitais suspenso enquanto uma investigação interna está em andamento. De acordo com a denúncia, Kuroda teria usado o ChatGPT para pesquisar quantidades nocivas das substâncias utilizadas. Mesmo após receber alertas da IA, ele afirmou à polícia que não reconsiderou suas ações.

Kuroda responde por acusações que incluem adulteração de produto com intenção de causar dano e colocar em risco a segurança de outras pessoas. A Justiça fixou fiança de US$ 5 mil (R$ 25 mil, aproximadamente), condicionada à entrega do passaporte, proibição de contato com a vítima e afastamento de qualquer laboratório da universidade.

Fonte: Portal Terra
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