Quem é o cirurgião responsável pela operação do papa Leão XIV?
Líder da Igreja Católica removerá nódulo pulmonar nesta terça-feira (13)
O professor Stefano Margaritora, diretor de cirurgia torácica do Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, liderará a equipe responsável por operar o papa Leão XIV para remover um nódulo pulmonar. Renomado internacionalmente e com vasta produção acadêmica, o cirurgião é especialista em procedimentos minimamente invasivos, como a técnica VATS Uniportal, que reduz dores e acelera a recuperação. A cirurgia também poderá contar com Luigi Carbone, médico pessoal do pontífice, na sala de operações.
O professor Stefano Margaritora, diretor da unidade operacional complexa de cirurgia torácica do Hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma, é o cirurgião que vai liderar a equipe médica responsável pela operação do papa Leão XIV para remoção de um nódulo pulmonar, nesta terça-feira (13).
Reconhecido como um dos especialistas em cirurgia torácica no cenário médico italiano, Margaritora tem ampla experiência no diagnóstico e no tratamento de doenças pulmonares, esofágicas, mediastinais e cervicais.
Sua trajetória acadêmica e profissional inclui mais de 400 publicações em revistas científicas internacionais.
Além de dirigir a unidade de cirurgia torácica do Hospital Gemelli, o médico é professor titular da disciplina na Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade Católica do Sagrado Coração, onde também dirige a Escola de Especialização em Cirurgia Torácica.
Uma das principais áreas de atuação de Margaritora é a cirurgia torácica minimamente invasiva, especialmente a técnica conhecida como VATS Uniportal, sigla em inglês para cirurgia torácica videoassistida por acesso único.
O procedimento utiliza pequenas incisões e instrumentos endoscópicos equipados com câmeras de alta definição para permitir a realização de intervenções na região torácica com menor trauma cirúrgico em comparação com a toracotomia tradicional, que exige uma abertura maior do tórax.
Entre os benefícios potenciais da técnica estão a redução da dor no pós-operatório, a recuperação mais rápida e a diminuição do risco de determinadas complicações. A abordagem também pode facilitar o manejo pós-operatório, dependendo das condições clínicas do paciente e da complexidade da intervenção.
A unidade comandada pelo professor está entre os centros pioneiros na Itália que adotam técnicas avançadas de cirurgia torácica, incluindo procedimentos uniportais e robóticos.
A atuação do cirurgião abrange diferentes patologias do tórax, com destaque para o diagnóstico precoce e o rastreamento do câncer de pulmão, além de cirurgias pulmonares, esofágicas e do timo.
Margaritora também possui experiência no tratamento de nódulos pulmonares, bronquiectasias e enfisema.
O professor mantém participação ativa em importantes entidades científicas da área, entre elas a Sociedade Italiana de Cirurgia Torácica, a Sociedade Italiana de Cirurgia, a Sociedade Europeia de Cirurgiões Torácicos e a Associação Americana de Cirurgia Torácica.
Segundo relatos, também não está descartada a presença do médico pessoal do Papa, Luigi Carbone, na sala de cirurgia, ao lado dos especialistas, anestesistas e demais profissionais de saúde envolvidos no procedimento.
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