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Primeira-ministra da Itália busca evitar escalada após Trump reacender rixa pessoal

7 jul 2026 - 09h13
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A Itália não dará mais respostas aos ‌ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmaram ministros do país europeu, comprometendo-se a proteger as relações bilaterais, que ficaram tensas nas últimas semanas após as trocas de acusações entre os dois líderes.

Meloni já foi vista como uma aliada próxima de Trump, mas a relação entrou em crise no mês passado, quando ⁠ele disse ao canal de TV italiano La7 que ela havia "implorado" para que ele tirasse ‌uma foto com ela durante uma cúpula do G7 na França. Ela negou a alegação e o acusou de inventar a história.

Com os dois líderes comparecendo à cúpula da ‌aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em ‌Ancara nesta terça e na quarta-feira, Trump pareceu reacender a disputa ao postar ⁠no Truth Social uma foto de Meloni olhando para ele com a legenda "É NECESSÁRIA UMA ORDEM DE RESTRIÇÃO".

A mais recente provocação levantou dúvidas sobre como Meloni reagiria, o que poderia aumentar as tensões entre os aliados na reunião da Otan, que está sendo acompanhada de perto.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que Roma não tem ‌planos de morder a isca e quer manter boas relações com os EUA, independentemente de ‌quem for o presidente.

"Trump fala ⁠por si mesmo. Temos ⁠um presidente dos EUA que adora provocar, especialmente nas redes sociais. Decidimos parar de responder a ⁠esses comentários", disse Tajani ao jornal La Stampa.

CUMPRIMENTE ‌COM UM SORRISO

Outras figuras importantes ‌do governo, incluindo o ministro da Defesa, Guido Crosetto, adotaram um tom semelhante quando questionados sobre uma possível resposta, enquanto o gabinete de Meloni se recusou a comentar sobre como ela se comportará ao encontrar Trump em Ancara.

No entanto, uma fonte ⁠próxima a ela, que preferiu não se identificar, descartou a possibilidade de que a líder italiana desprezasse Trump, afirmando que ela sabe como lidar com tais situações e, em vez disso, o cumprimentará "com um sorriso".

Meloni já foi uma defensora declarada de Trump e foi a única líder europeia a comparecer à ‌sua posse em 2025, na esperança de estabelecer laços estreitos com ele com base em suas visões políticas de direita em comum.

No entanto, ela o criticou este ano por ⁠ter atacado o papa Leão 14 por causa de sua condenação ao conflito no Irã. Isso, por sua vez, provocou uma repreensão direta do presidente dos EUA, que a acusou de falta de coragem.

Após a briga pública, a mídia italiana especulou que o governo poderia boicotar a tradicional comemoração do Dia da Independência dos EUA. Mas, em um gesto de boa vontade, várias figuras importantes do governo compareceram ao evento na residência do embaixador em Roma na semana passada.

As declarações de Trump geraram forte condenação na Itália, com alguns partidos da oposição também expressando solidariedade a Meloni.

O jornal italiano Il Foglio zombou da provocação de Trump em sua primeira página nesta terça-feira, publicando uma foto do presidente dos EUA ao lado do russo Vladimir Putin com a mesma legenda: "É NECESSÁRIA UMA ORDEM DE RESTRIÇÃO".

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