Justiça francesa mantém condenação de Le Pen, mas abre caminho à candidatura
Líder da extrema-direita deverá usar tornozeleira eletrônica durante campanha eleitoral
O Tribunal de Apelação de Paris manteve nesta terça-feira (7) a condenação da líder de extrema-direita francesa, Marine Le Pen, por "infrações graves", reduzindo a pena imposta no julgamento inicial de quatro para três anos, sendo que um ano deverá ser cumprido em regime domiciliar com monitoramento eletrônico.
Além disso, a Justiça reduziu o período de inelegibilidade da pré-candidata à presidência, alterando-o de cinco anos para 15 meses. Na prática, este prazo já foi cumprido, visto que a condenação teve início em março de 2025.
Por mais que Le Pen, de 57 anos, esteja apta a concorrer ao Palácio do Eliseu pela quarta vez, ela havia declarado, antes da leitura da sentença, que não faria campanha caso fosse obrigada a usar tornozeleira eletrônica, passando o bastão para seu sucessor Jordan Bardella.
Após duas derrotas no segundo turno para Emmanuel Macron, em 2017 e 2022, as pesquisas apontam Le Pen como favorita para a eleição, marcada para 18 de abril e 2 de maio de 2027 A condenação de Le Pen se deve à utilização de fundos do Parlamento Europeu para pagar funcionários do partido Frente Nacional (atual Reunião Nacional) entre 2004 e 2016.
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