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Presidente e premiê da Itália relembram atentados de 11/9: 'Página abjeta'

Mattarella e Meloni ressaltaram compromisso com luta contra terrorismo

11 set 2026 - 10h43
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Resumo
Em homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, o presidente italiano Sergio Mattarella e a premiê Giorgia Meloni reafirmaram a luta contra o terrorismo e a defesa da democracia. Mattarella chamou os ataques da Al-Qaeda de página abjeta da história e pediu paz frente a novos conflitos, enquanto Meloni destacou que a segurança exige união do mundo livre. A tragédia deixou quase 3 mil mortos nos EUA e motivou a invasão do Afeganistão, país hoje novamente sob o regime do Talibã.

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, e a primeira-ministra Giorgia Meloni prestaram homenagens nesta sexta-feira (11) às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, no aniversário de 25 anos dos ataques.

    Em mensagens separadas, ambos reafirmaram o compromisso do país com a luta contra o terrorismo e defenderam a cooperação internacional como caminho para a paz.

    Mattarella classificou os atentados como "uma página abjeta na história recente da humanidade" e lembrou as vítimas ítalo-americanas em Nova York e em outros locais atingidos pelos terroristas.

    "Um pensamento comovido vai, antes de tudo, aos familiares e a todos os entes queridos daqueles que injustamente pereceram, e aos socorristas que agiram sem descanso para salvar o maior número de vidas possível, operando em condições proibitivas", afirmou o presidente.

    O chefe de Estado também alertou que "o valor da convivência pacífica entre os povos deve inspirar os comportamentos de hoje, sem ceder à lógica da guerra, que parece, ao contrário, prevalecer em muitos lugares". "Diante do ressurgimento de lógicas de opressão e de novos conflitos, permanece firme o compromisso da Itália contra o terrorismo, em defesa da vida dos nossos concidadãos e de qualquer outra nação e dos direitos inalienáveis dos povos", acrescentou.

    Meloni, por sua vez, publicou mensagem nas redes sociais na qual destacou que os atentados de 11 de setembro foram um ataque contra "todo o mundo livre", que "soube se unir e permanecer firme na consciência do que ele representa".

    "O aniversário de hoje nos recorda que a democracia e a segurança não são conquistas garantidas. São pilares da nossa civilização, que temos o dever de preservar juntos. A Itália esteve e continuará ao lado dos seus aliados na luta contra o terrorismo, na esteira da defesa dos valores que unem as nossas nações", salientou.

    Os ataques suicidas foram liderados pelo grupo terrorista Al-Qaeda, responsável por jogar dois aviões contra as Torres Gêmeas, em Nova York, e um terceiro contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington. Um quarto avião caiu em um campo aberto na Pensilvânia, depois da resistência de passageiros e tripulantes contra os sequestradores.

    O saldo final dos atentados foi de quase 3 mil mortos, o que acabou motivando a invasão do Afeganistão pelos EUA. O país era governado pelo Talibã, a quem a Casa Branca acusava de dar proteção a Osama bin Laden, mentor dos ataques e que seria morto em maio de 2011, no Paquistão.

    Depois de 20 anos de intervenção americana, o Afeganistão voltou a ser comandado pelo Talibã em 2021. .

Ansa - Brasil
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