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Vice-presidente de Taiwan realiza rara visita à Europa; China chama ação de "desprezível"

11 set 2026 - 09h37
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Resumo
A vice-presidente de Taiwan, Hsiao Bi-khim, fez uma rara viagem à Itália para participar de um fórum sobre democracia, gerando forte reação da China. Pequim classificou a ação como "desprezível" e protestou junto a Roma e à União Europeia, reafirmando sua soberania sobre o território autogovernado. Sem previsão de reuniões oficiais com o governo italiano, a visita destaca a estratégia de Taipé de estreitar laços políticos com a Europa.

A vice-presidente de Taiwan, Hsiao ‌Bi-khim, está realizando uma rara visita à Europa para participar de um fórum sobre democracia na Itália, acompanhada pelo ministro das Relações Exteriores de Taipé, informou a presidência na sexta-feira, enquanto a China condenou essas viagens ao exterior como "desprezíveis".

Vice-presidente de Taiwan, Hsiao Bi-khim, em Taipé
  18 de julho de 2025   REUTERS/Ann Wang
Vice-presidente de Taiwan, Hsiao Bi-khim, em Taipé 18 de julho de 2025 REUTERS/Ann Wang
Foto: Reuters

Embora ministros das Relações ⁠Exteriores de Taiwan visitem ocasionalmente a Europa e outras partes ‌do mundo que não mantêm laços formais com a ilha reivindicada pela China, é raro que uma autoridade de nível ‌tão alto quanto a vice-presidente faça isso, ‌devido ao risco de uma reação negativa de Pequim ⁠contra o país anfitrião.

A China afirma que Taiwan é uma de suas províncias, uma visão que a ilha, governada democraticamente, rejeita veementemente.

Hsiao foi convidada a participar da Conferência de Ventotene pela Liberdade e Democracia e está viajando com o ministro das ‌Relações Exteriores de Taiwan, Lin Chia-lung, informou o gabinete presidencial em ‌um breve comunicado.

O Ministério ⁠das Relações ⁠Exteriores da China, que costuma se opor a qualquer viagem ao exterior de ⁠líderes taiwaneses, afirmou ter ‌apresentado "protestos solenes" à Itália e ‌à União Europeia a respeito da viagem.

"As autoridades do Partido Democrático Progressista e certos políticos não têm medido esforços para chamar atenção em todos os lugares", disse a porta-voz ⁠do ministério Mao Ning, em Pequim, referindo-se ao partido no poder em Taiwan.

"Tal comportamento é desprezível e, em última análise, fútil."

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, não se reunirá com as autoridades ‌taiwanesas, e também não há planos para reuniões no gabinete da premiê, afirmaram duas pessoas a par do assunto.

A conferência ⁠de Ventotene teve início na quinta-feira e se estende até sábado.

A Itália, assim como a maioria dos países, não mantém relações formais com Taiwan, embora o Vaticano seja um dos 12 aliados diplomáticos restantes de Taipé.

Taiwan tem buscado laços mais estreitos com a Europa, especialmente desde a invasão russa da Ucrânia em 2022. A Europa tem suas próprias disputas com a China, tanto em relação aos desequilíbrios comerciais quanto às críticas ao que considera apoio chinês à Rússia.

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