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Presidente do México diz que manterá programa de médicos cubanos

25 mar 2026 - 18h24
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A presidente do México, Claudia ‌Sheinbaum, disse nesta quarta-feira que o México manterá seu acordo com Havana para que os médicos cubanos trabalhem no país, após algumas nações vizinhas se retirarem de tais acordos em meio à pressão dos Estados Unidos.

"Temos um acordo muito bom que também tem ⁠sido de grande ajuda para nós. É um acordo bilateral que tem ‌sido muito benéfico para o México", disse Sheinbaum durante coletiva de imprensa diária pela manhã.

O México se tornou um importante ‌anfitrião para a prática médica cubana, com ‌milhares de médicos e especialistas enviados ao país desde 2022 ⁠para trabalhar em áreas rurais mal atendidas.

O programa de missões médicas é uma das maiores fontes de renda estrangeira para o governo cubano, para quem os países que decidiram encerrar seus convênios cederam à pressão de Washington.

Os Estados Unidos impõem um embargo comercial a ‌Cuba desde 1960 e, neste ano, o governo Trump intensificou a ‌ameaça de tarifas sobre ⁠os países que ⁠enviam petróleo para a ilha, onde a escassez de combustível causou o ⁠agravamento de apagões de energia ‌e prejudicou serviços essenciais.

O México, ‌que suspendeu suas remessas de petróleo para a maior ilha do Caribe, está entre os vários países que enviaram ajuda humanitária a Cuba.

Bahamas, Honduras, Guatemala, Jamaica e Guiana anunciaram planos ⁠para encerrar os acordos com Cuba no âmbito do programa que, segundo os EUA, explora os profissionais da saúde e equivale a trabalho forçado.

Os países anfitriões, onde as comunidades rurais dependem dos serviços prestados pelos médicos e enfermeiros ‌cubanos, rejeitam a alegação. Autoridades afirmam que os salários e os padrões de trabalho dos médicos estão de acordo com as ⁠leis locais e internacionais.

Embora países da região tenham se oposto por muito tempo ao embargo dos EUA a Cuba, uma onda de governos alinhados à direita mudou o posicionamento.

No ano passado, Argentina e Paraguai juntaram-se a um punhado de nações em todo o mundo contrárias ao fim do embargo dos EUA. A Costa Rica rompeu relações com Cuba no início deste mês e o Equador expulsou a equipe diplomática de sua capital.

Após Trump dizer, na semana passada, que poderia fazer "tudo o que quiser" com Cuba, autoridades cubanas disseram estar preparadas para a improvável possibilidade de um envolvimento militar.

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