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Presidente do Líbano celebra esforço de Itália e França para criar coalizão pós-Unifil

Meloni e Macron anunciaram iniciativa durante cúpula em Antibes na última quinta (25)

26 jun 2026 - 10h56
(atualizado às 11h27)
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O presidente do Líbano, Joseph Aoun, saudou nesta sexta-feira (26) os esforços da Itália e da França para a formação de uma coalizão multinacional que deverá suceder a missão da Força Interina das Nações Unidas no país (Unifil), cujo mandato está previsto para terminar em dezembro.

A iniciativa foi anunciada na última quinta (25) pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, durante uma cúpula realizada em Antibes.

Os dois líderes afirmaram que Paris e Roma pretendem trabalhar na criação de uma "coalizão" internacional com o objetivo de reforçar a soberania libanesa após o encerramento do mandato da missão da Organização das Nações Unidas no país.

Segundo Meloni, a prioridade é evitar um "vácuo potencialmente perigoso" após o fim da missão internacional e fazer a manutenção de uma presença internacional no país.

Além disso, a iniciativa terá como objetivo garantir que o governo libanês tenha o controle sobre todo o território nacional e mantenha o "monopólio do uso da força".

Para Macron, França e Itália possuem uma responsabilidade especial em relação ao Líbano por contribuírem para a Unifil. Desta forma, a iniciativa irá servir para fortalecer a soberania libanesa e evitar que o território do país se transforme em ponto de partida para uma nova escalada regional.

Negociações com Israel 

Hoje, o jornal Haaretz, citando uma fonte regional, revelou que as negociações para o fim do conflito entre Líbano e Israel estão atrasadas devido a divergências sobre as chamadas zonas-piloto propostas para o processo de retirada israelense.

De acordo com a fonte, um mapa foi apresentado às partes envolvidas, mas não houve aprovação de nenhum dos lados. As discussões giram em torno da delimitação dessas áreas, algumas das quais estariam localizadas dentro da zona de amortecimento atualmente ocupada por Israel.

A informação surge após uma declaração de uma autoridade israelense antes do início das negociações, na qual foi indicado que os encontros ocorreriam com o uso de mapas para definir as zonas-piloto.

Ansa - Brasil
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