Portugal, ao contrário da Espanha, rejeita Exército europeu separado
Portugal é contra a criação de um Exército europeu separado e, em vez disso, apoia o fortalecimento e a modernização de suas Forças Armadas dentro da aliança da Otan liderada pelos EUA, disse o ministro da Defesa do país, contrastando com a posição da vizinha Espanha.
Nuno Melo disse no final da terça-feira que Portugal é um membro fundador da Otan que valoriza os Estados Unidos, descrevendo Washington como um parceiro transatlântico fundamental.
"Não somos a favor de um único Exército europeu", declarou ele a um comitê parlamentar, acrescentando que Portugal precisa investir em suas Forças Armadas para garantir que elas sejam capazes de cumprir suas missões designadas dentro da Otan.
Em meio a dúvidas sobre o compromisso do presidente dos EUA, Donald Trump, com a segurança da Europa, a Espanha pediu à União Europeia que avance na criação de um Exército conjunto separado como forma de dissuasão.
O chefe da Otan, Mark Rutte, rejeitou os apelos por um Exército europeu, argumentando que isso custaria aos Estados membros muito mais do que os 5% do produto interno bruto que os países da Otan -- exceto a Espanha -- concordaram em gastar em defesa e investimentos relacionados até 2035. Madri afirmou que poderia cumprir seus compromissos gastando 2,1% do PIB.
Melo disse que Portugal aumentou seus gastos com defesa, de acordo com os critérios da Otan, para 6,12 bilhões de euros -- ou 2% do PIB -- em 2025, quatro anos antes do cronograma original. Em 2024, os gastos foram de cerca de 4,5 bilhões de euros, ou 1,58% do PIB.
A Espanha também atingiu sua meta de 2% do PIB no ano passado, gastando 33,5 bilhões de euros, um aumento de 44,5% em relação a 2024.
Portugal solicitou 5,8 bilhões de euros em empréstimos de baixo custo da UE para fortalecer suas Forças Armadas, disse Melo. Os novos equipamentos, incluindo fragatas, veículos blindados, satélites e drones, deverão ser entregues até 2030, "se tudo correr bem", acrescentou.
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