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Polícia israelense prende suspeitos de ataques de colonos contra jornalista dos EUA e diplomatas europeus

19 out 2026 - 12h25
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Resumo
A polícia israelense prendeu dez suspeitos de envolvimento em agressões cometidas por colonos na Cisjordânia contra uma fotojornalista norte-americana do Washington Post e diplomatas da França, Bélgica e Polônia. As detenções ocorrem após forte pressão diplomática dos Estados Unidos e de países europeus por punições. Enquanto o chanceler israelense responsabilizou os agressores, o premiê Benjamin Netanyahu adotou tom cauteloso, alegando que os fatos e as circunstâncias ainda não estão claros.

A polícia israelense ‌informou nesta segunda-feira que prendeu 10 suspeitos no âmbito de uma investigação sobre incidentes violentos ocorridos na Cisjordânia ocupada no fim de semana, incluindo ataques separados contra uma fotojornalista do Washington Post e diplomatas europeus.

Os Estados Unidos, aliado ⁠mais próximo de Israel, defenderam uma repressão à violência ‌dos colonos e a prisão dos autores do ataque à fotojornalista do Washington Post. França, Bélgica e Polônia, ‌cujos diplomatas foram atacados, também exigiram ‌que Israel tomasse medidas.

A polícia informou que os ⁠suspeitos foram detidos em uma operação realizada antes do amanhecer sob suspeita de envolvimento em atos de violência, violação de uma ordem de zona militar fechada e construção ilegal.

Os suspeitos, cujas identidades não foram reveladas pela polícia, ‌foram levados sob custódia para interrogatório. A Rádio do Exército ‌de Israel informou ⁠que eles são ⁠cidadãos israelenses.

Processos contra colonos israelenses são raros.

O embaixador dos EUA em ⁠Israel, Mike Huckabee, disse ‌no X que as ‌prisões foram "um desdobramento muito positivo na busca e punição daqueles que atacaram e espancaram violentamente" a jornalista do Washington Post Heidi Levine.

Colonos israelenses mascarados foram filmados ⁠na sexta-feira agredindo Levine, uma cidadã norte-americana que cobria a colheita de azeitonas palestina na Cisjordânia. Levine foi levada ao hospital e passou por uma cirurgia em um dedo.

No sábado, diplomatas ‌de França, Bélgica e Polônia, bem como um prefeito francês, foram atacados por colonos mascarados em outra parte da ⁠Cisjordânia. Um veículo diplomático belga também foi danificado.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, e as Forças Armadas atribuíram a responsabilidade pelo ataque aos diplomatas a "manifestantes israelenses".

No entanto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, cuja coalizão nacionalista-religiosa deve perder sua maioria governamental nas eleições de 27 de outubro, tem se mostrado mais cauteloso.

Ele afirmou que os diplomatas entraram em uma "área sensível com histórico de confrontos" e sem coordenação com as Forças Armadas. Ele também disse que os fatos relativos ao ataque a Levine eram "pouco claros".

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