Pela 1ª vez, Itália põe todas as 27 cidades monitoradas em alerta máximo contra calor
Temperaturas chegaram a 40ºC em algumas áreas e devem seguir altas por 10 dias
Pela primeira vez na história, todas as 27 grandes cidades monitoradas pelo Ministério da Saúde da Itália estão em alerta vermelho contra o calor, o nível máximo da escala de risco estabelecida pela pasta.
Nesta quinta-feira (6), Messina e Reggio Calabria se juntaram aos 25 municípios que já estavam nessa situação: Ancona, Bari, Bolonha, Bolzano, Brescia, Cagliari, Campobasso, Catânia, Civitavecchia, Florença, Frosinone, Gênova, Latina, Milão, Nápoles, Palermo, Pescara, Perugia, Rieti, Roma, Trieste, Turim, Veneza, Verona e Viterbo.
A temperatura chegou a 40°C em algumas áreas do país, e a previsão é de que o calor intenso continue por pelo menos mais 10 dias, ainda que tempestades possam causar quedas moderadas nos termômetros no norte italiano.
A lista de cidades em alerta vermelho diminuirá para 26 nesta sexta (7), com a saída de Bolzano, e para 21 no sábado (8), com a retirada de Brescia, Milão, Turim, Veneza e Verona, todas na Itália setentrional.
O nível máximo da escala do Ministério da Saúde indica "condições de emergência" capazes de provocar "efeitos negativos na saúde de pessoas saudáveis e ativas, e não apenas em subgrupos de risco, como idosos, crianças muito pequenas e pessoas com doenças crônicas".
As ondas de calor deste ano já foram associadas a várias mortes e, junto com incêndios florestais e seca, têm causado prejuízos à economia nacional, especialmente na agricultura.
Cientistas afirmam que a crise climática, provocada pelas emissões de gases de efeito estufa pela ação humana, está tornando eventos extremos - como ondas de calor, secas, tempestades e enchentes - cada vez mais frequentes e intensos.
O principal motor do aquecimento global é a queima de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão.
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