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Paquistão diz que 92 militantes foram mortos após ataques no Baluchistão

31 jan 2026 - 15h29
(atualizado às 16h35)
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Pelo menos 92 militantes foram mortos neste sábado em confrontos com as forças de segurança do Paquistão em várias cidades da província de Baluchistão, no sudoeste do país, disseram quatro autoridades de segurança à Reuters.

Em um comunicado enviado por mensagem de texto, as Forças Armadas do ‌Paquistão informaram que 15 membros das forças de segurança também foram mortos durante operações de limpeza, enquanto militantes atacaram civis em diversas áreas, matando ‌pelo menos 18 pessoas, incluindo mulheres e crianças.

Os ataques foram realizados um dia depois de os militares do Paquistão terem anunciado a morte de 41 militantes em operações distintas no Baluchistão -- região que faz fronteira com o Irã e o Afeganistão e enfrenta uma insurgência separatista há décadas.

O grupo separatista banido Exército de Libertação do Baluchistão (BLA, na sigla em inglês) reivindicou a autoria dos ataques deste sábado, afirmando tê-los lançado simultaneamente ‍em toda a província. O BLA disse ter matado 84 membros das forças de segurança paquistanesas e que a operação em curso já durava 15 horas.

O braço de comunicação das Forças Armadas, ISPR, afirmou que os ataques foram realizados por militantes patrocinados pela Índia e que as forças de segurança frustraram as tentativas de tomar o controle de qualquer cidade ou instalação estratégica.

"Relatórios de ‌inteligência confirmaram inequivocamente que os ataques foram orquestrados e dirigidos por líderes terroristas que operavam fora ‌do Paquistão e que estavam em comunicação direta com os terroristas durante todo o incidente", afirmou o comunicado.

Os ataques foram lançados em Quetta, Mastung, Noshki, Dalbandin, Kharan, Panjgur, Tump, Gwadar e Pasni.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, condenou os ataques e elogiou as forças de segurança por repeli-los, afirmando em um comunicado que elas mataram dezenas de militantes.

Autoridades de segurança disseram que homens armados lançaram ataques em diversas áreas urbanas, incluindo a capital provincial Quetta e a cidade portuária de Gwadar, o que levou a operações do exército, da polícia e de unidades antiterroristas.

Autoridades disseram que os hospitais foram colocados em estado de emergência em alguns distritos.

PERSEGUIÇÕES EM GWADAR

Em Gwadar, militantes atacaram um acampamento que abrigava trabalhadores migrantes, matando 11 pessoas, disse Atta-ur-Rehman, um oficial superior da polícia. Entre os mortos estavam cinco homens, três mulheres e três crianças.

As forças de segurança mataram seis militantes em Gwadar após responderem ao ataque, disse ele.

Autoridades afirmaram que a situação era crítica em Noshki, um distrito do Baluchistão, após militantes sequestrarem o principal administrador civil da região. Ele disse em um vídeo publicado nas redes sociais que estava sob custódia dos militantes. A Reuters não conseguiu verificar o vídeo de forma independente.

Homens armados bloquearam brevemente estradas em algumas partes de Quetta e uma explosão foi ouvida perto de uma área de alta segurança, disseram as autoridades, embora mais tarde tenham afirmado que a situação já estava sob controle.

Autoridades de segurança disseram em mensagens de texto que as forças responderam eficazmente aos ‌ataques e que as operações de limpeza ainda estavam em andamento.

O Baluchistão é a maior e mais pobre província do Paquistão. Ele enfrenta uma insurgência de décadas promovida por grupos militantes da etnia balúchi. O Paquistão afirma que a violência é apoiada por atores estrangeiros, acusação negada pela Índia.

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