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Regime cubano liberta mais de 2 mil presos para a Páscoa

Chegada de petróleo russo à ilha representa novo sinal de diálogo com EUA

3 abr 2026 - 14h02
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Por Marcello Campo - O governo cubano celebrou a Semana Santa anunciando a libertação de 2.010 presos. Trata-se do maior ato de clemência em Cuba na última década, superado apenas pela histórica decisão de libertar 3.522 prisioneiros em setembro de 2015, pouco antes da visita do falecido papa Francisco à ilha.

    Esta medida assemelha-se à anistia aprovada pela Venezuela no pós-Maduro e ocorre 48 horas depois de os Estados Unidos terem aliviado o embargo, permitindo que um petroleiro russo descarregasse 730 mil barris de petróleo bruto.

    Isso também ocorreu apenas algumas semanas após a decisão de Havana de permitir que exilados cubanos fizessem negócios na ilha e de autorizar empresas privadas a importar pequenas quantidades de gasolina.

    Em resumo, a reunião de hoje parece ser mais um sinal claro de que as negociações com Washington, que já duram meses, estão avançando, embora as relações continuem difíceis e os desdobramentos futuros permaneçam incertos.

    Basta dizer que, segundo diversos meios de comunicação americanos, os EUA teriam pedido uma ampla reforma econômica durante as negociações, mas, sem o presidente Miguel Díaz-Canel no comando do país, uma solução nos moldes da Venezuela.

    A resposta de Cuba a essa informação, reiteradamente negada pela Casa Branca, foi igualmente firme: "O sistema político cubano é inegociável, e o presidente ou qualquer outro funcionário do governo também não o são." Mas o debate continua: segundo as autoridades de Havana, essa libertação de Páscoa é "um gesto humanitário e de soberania".

    Conforme anúncio do governo, os critérios para a seleção dos beneficiários são "bom comportamento, cumprimento parcial da pena e saúde dos detentos". Entre eles, estariam jovens, mulheres, idosos, cidadãos estrangeiros e cubanos residentes no exterior.

    No entanto, aqueles condenados por crimes graves, incluindo homicídio, agressão sexual, tráfico de drogas, roubo qualificado, corrupção de menores e reincidentes, estão excluídos.

    Organizações de direitos humanos expressaram ceticismo no calor do momento: a principal preocupação é que os libertados não sejam aqueles detidos considerados políticos por ONGs internacionais.

    De qualquer forma, a medida de hoje ocorre um mês após a libertação de 51 prisioneiros, uma operação facilitada pelo Vaticano, um ator historicamente fundamental na obtenção de concessões do regime de Castro. .

Ansa - Brasil
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