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Papa Leão XIV expressa solidariedade às mulheres vítimas de violência

Pontífice pediu reconhecimento da igualdade de dignidade em apelo no Vaticano

8 mar 2026 - 09h55
(atualizado às 11h23)
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O papa Leão XIV expressou solidariedade às mulheres vítimas de violência e pediu maior compromisso pelo reconhecimento da igualdade de gênero neste domingo (8), por ocasião do "Dia Internacional da Mulher".

Multidão manifesta em 'Dia Internacional da Mulher'
Multidão manifesta em 'Dia Internacional da Mulher'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Durante a oração do Ângelus, o Pontífice lembrou a data e afirmou que os cristãos são chamados a renovar o compromisso, inspirado no Evangelho, de reconhecer plenamente a dignidade igual entre homens e mulheres.

"Hoje, 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher. Renovamos o compromisso que, para nós cristãos, se baseia no Evangelho, com o reconhecimento da igual dignidade dos homens e das mulheres", declarou o Papa, perante milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro.

Segundo ele, apesar de avanços, muitas mulheres ainda enfrentam discriminação desde a infância e continuam sofrendo diferentes formas de violência. "Expresso minha solidariedade e minhas orações se dirigem a elas de maneira especial", declarou.

Em carta publicada hoje na revista mensal "Piazza San Pietro" e divulgada pelo jornal italiano "Corriere della Sera", Leão XIV classificou como "bárbara" qualquer forma de violência contra as mulheres e destacou que ela jamais deve ser justificada.

"A violência, qualquer violência, é a fronteira que separa a civilização da barbárie. Nunca devemos subestimar um ato de violência, nem temer denunciá-lo, inclusive quando existe um clima de justificação ou aquele que atenua ou nega a responsabilidade", afirmou.

O líder da Igreja Católica acrescentou que a prevenção da violência exige um esforço conjunto da Igreja, das famílias, das escolas e das instituições públicas. Para ele, a educação dos jovens é um passo essencial para enfrentar o problema.

"Para acabar com a violência, devemos começar pela educação dos jovens e abrir nossos corações para dizer que toda pessoa é um ser humano que merece respeito e dignidade", ressaltou.

No texto, Robert Prevost responde à carta enviada por Giovanna, uma mulher italiana que levanta a questão da violência de gênero.

"Você levanta uma questão importante que sempre me causou grande sofrimento: a violência nos relacionamentos, e especialmente a violência contra as mulheres. Em um mundo muitas vezes dominado por pensamentos violentos, precisamos apoiar ainda mais o gênio feminino", diz ele.

Por fim, afirma que talvez as mulheres sejam atacadas e assassinadas precisamente "porque são um sinal de contradição nesta sociedade confusa, incerta e violenta, porque nos apontam para valores de fé, liberdade, igualdade, generatividade, esperança, solidariedade e justiça" e "estes são grandes valores, mas são atacados por uma mentalidade perigosa que infesta os relacionamentos, gerando apenas egoísmo, preconceito, discriminação e desejo de dominação".

Segundo ele, "são essas razões que frequentemente levam à violência, como demonstram tristemente os numerosos casos recentes de feminicídio".

"Precisamos eliminar essa violência e encontrar maneiras de moldar a mentalidade das pessoas; precisamos ser pessoas de paz, que amam a todos", concluiu. 

Ansa - Brasil
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