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Papa Leão XIV expressa dor pela guerra em Gaza: 'Até quando, Senhor?'

Pontífice enviou mensagem para pároco do enclave palestino, padre Gabriel Romanelli

5 out 2026 - 13h20
(atualizado às 13h37)
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Resumo
O papa Leão XIV manifestou dor pela guerra em Gaza após a morte de duas cristãs locais, prestando solidariedade ao pároco Gabriel Romanelli e cobrando o fim da tragédia. O conflito segue gerando destruição e incertezas aos fiéis da Terra Santa, com apelos franciscanos pela interrupção da violência. Paralelamente, na Itália, estudantes da Escola Sant'Anna criticaram o contexto da concessão de um título honorário ao cardeal Pierbattista Pizzaballa devido a vínculos da instituição com a indústria bélica.

O papa Leão XIV manifestou nesta segunda-feira (5) sua dor diante da violência na Faixa de Gaza após a morte de duas mulheres cristãs da comunidade local.

Em uma mensagem enviada por WhatsApp ao pároco de Gaza, padre Gabriel Romanelli, o Pontífice assegurou suas orações pelas vítimas, por suas famílias e por toda a população da região.

"Desde que soube da dolorosa notícia das mortes de Maysa e Mary, tenho rezado a Deus por elas, por suas famílias e por toda a comunidade de Gaza. Até quando, Senhor?", escreveu Leão XIV, em referência ao Salmo 13.

Na mensagem, divulgada pelo próprio sacerdote argentino, o Papa também agradeceu o trabalho pastoral de Romanelli, que permanece à frente da paróquia da Sagrada Família, em Gaza, acompanhando a comunidade cristã em meio ao conflito.

"Obrigado pelo seu cuidado pastoral com a paróquia e com tantas pessoas que desejam viver em paz. Bênçãos e um abraço afetuoso", concluiu o Santo Padre.

A manifestação ocorre às vésperas do aniversário de 7 de outubro, em um cenário ainda marcado pela guerra, pela destruição e pela incerteza para os cristãos da Terra Santa. Na Faixa de Gaza, as ofensivas continuam, enquanto na Cisjordânia persistem os ataques de colonos. As peregrinações, importante fonte de renda para os religiosos nunca retornaram aos níveis anteriores à crise.

As instalações de acolhimento franciscanas também funcionam apenas de forma esporádica. Mas é o sofrimento das pessoas que mais pesa.

Para o padre Ibrahim Faltas, frade franciscano responsável pelas escolas da Terra Santa, a prioridade é interromper o ciclo de violência e impedir novas mortes.

"É preciso acabar com essa tragédia para evitar a perda de mais vidas e para restaurar um sentido profundo a cada vida", afirmou.

Segundo ele, é necessário encerrar "esses três anos dolorosos", sem esquecer o sofrimento, mas reafirmando o compromisso com a vida, a paz, a verdade e a justiça.

Polêmica na Itália 

Enquanto a guerra continua, uma controvérsia também ganhou espaço na Itália após a decisão da Escola de Estudos Avançados Sant'Anna, em Pisa, de conceder um doutorado honorário ao patriarca latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa.

O movimento estudantil e acadêmico "Sant'Anna pela Palestina", formado por estudantes e pesquisadores da instituição, criticou o contexto em que a homenagem será realizada.

Para o grupo, a escolha de Pizzaballa como uma figura associada à paz e ao diálogo não deveria, segundo eles, desviar a atenção das relações da própria instituição com estruturas de pesquisa e setores técnico-industriais envolvidos no desenvolvimento de tecnologias ligadas a conflitos armados.

"Embora apreciemos a iniciativa, estamos profundamente preocupados com o contexto em que a cerimônia ocorrerá", afirmou o movimento, que também cobra da instituição uma reflexão sobre suas próprias contradições.

Ansa - Brasil
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