Papa faz apelo por 'paz desarmada' ao lembrar bomba de Hiroshima
'É preciso coragem para depor armas', disse Leão XIV
Às vésperas dos 80 anos do lançamento das bombas atômicas pelos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, e em meio aos inúmeros conflitos em curso, como na Faixa de Gaza e na Ucrânia, o papa Leão XIV voltou a clamar por uma paz "desarmada e desarmante".
"A verdadeira paz exige a coragem de depor as armas, especialmente aquelas que têm o poder de causar uma catástrofe indescritível", escreveu o pontífice na mensagem dedicada ao aniversário de oito décadas dos ataques nucleares contra as duas cidades japonesas durante a Segunda Guerra Mundial.
Ao citar as ofensivas americanas feitas em 6 e 9 de agosto de 1945, Robert Prevost disse que "as bombas atômicas ofendem nossa humanidade comum e também traem a dignidade da criação, cuja harmonia somos chamados a salvaguardar".
Ao mesmo tempo, o líder da Igreja Católica fez um paralelo entre o bombardeio nuclear e os atuais confrontos: "Nesta época de crescentes tensões e conflitos globais, Hiroshima e Nagasaki se erguem como 'símbolos da memória' que nos incentivam a rejeitar a ilusão de uma segurança fundada na destruição mútua".
Para o Papa, "devemos forjar uma ética global enraizada na justiça, na fraternidade e no bem comum". Ele também reforçou que reza para que "este aniversário solene sirva de convite à comunidade internacional para renovar seu compromisso de buscar uma paz duradoura para toda a família humana".
"Uma paz desarmada e desarmante", enfatizou Leão XIV, repetindo o que disse em sua primeira bênção apostólica no dia de sua eleição, em 8 de maio deste ano.