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Papa diz esperar que negociações com Rússia e Ucrânia deem 'frutos concretos'

Após reunião com Putin, enviados de Trump desembarcaram em Kiev

6 set 2026 - 10h15
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Resumo
O papa Leão XIV apelou pelo fim da violência e pediu que os esforços diplomáticos tragam resultados concretos para a paz na Ucrânia. O pronunciamento coincidiu com a chegada de enviados de Donald Trump a Kiev para negociar com Volodymyr Zelensky, logo após uma reunião de três horas com Vladimir Putin em Moscou. As conversas, que buscam traçar passos para o término do conflito sob a vigilância da União Europeia, ocorrem sob uma trégua de três dias em ataques aéreos a ambas as capitais.

O papa Leão XIV fez neste domingo (6) um novo apelo pela paz na Ucrânia, pedindo que os esforços de retomada das negociações produzam "frutos concretos e abram caminho à diplomacia".

    A declaração foi dada durante o Angelus, na Praça de São Pedro, no mesmo dia em que os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deram início a conversas com o governo ucraniano em Kiev, após reunião de mais de três horas com Vladimir Putin na Rússia no último sábado (5).

    "Com profunda tristeza, acompanho as notícias sobre os violentos ataques que atingiram recentemente várias cidades e infraestruturas civis na Ucrânia, causando a morte de pessoas inocentes", disse o pontífice.

    "O meu coração une-se ao sofrimento da população, que vive há anos na angústia e no medo. Dirijo um novo apelo para que se ponha fim à violência, que cessem as destruições e que os corações se abram ao diálogo e à paz", acrescentou o Papa.

    Em seguida, Leão XIV afirmou esperar "que os esforços empreendidos nestes últimos dias para retomar as negociações tragam frutos concretos e abram caminho à diplomacia".

    Na capital russa, o encontro entre Putin, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro e conselheiro de Trump, durou exatamente 3h10, segundo Yuri Ushakov, assessor do Kremlin. De acordo com ele, o líder russo "ressaltou a necessidade de eliminar as causas profundas do conflito ucraniano" e apresentou avaliações "claras e exaustivas" sobre a situação militar.

    O porta-voz também confirmou que os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos "continuarão mantendo contatos pessoais". Já a Casa Branca classificou a reunião como produtiva. Segundo um funcionário ouvido pela agência AFP, Witkoff e Kushner discutiram com Putin "planos concretos para os passos seguintes, que serão anunciados nas próximas semanas".

    A expectativa dos EUA é de que os encontros em Kiev sejam "igualmente produtivos". Os enviados americanos chegaram na capital ucraniana na manhã deste domingo, em sua primeira visita à cidade desde o início do segundo mandato de Trump.

    O presidente Volodymyr Zelensky confirmou o início das conversas e publicou imagens da recepção aos representantes americanos. "Os colóquios entre a delegação ucraniana e os enviados americanos começaram", escreveu Zelensky na rede social X. Além da reunião bilateral, está previsto um encontro com a participação de conselheiros de segurança nacional de países europeus.

    A União Europeia acompanha de perto a movimentação, em meio a temores de que um acordo costurado exclusivamente entre Estados Unidos e Rússia deixe de lado interesses de segurança do continente.

    As negociações acontecem em meio a uma trégua de três dias, prevista para acabar na noite desta segunda-feira (7), nos ataques contra Kiev e Moscou, em um gesto de abertura da Rússia e da Ucrânia para a missão americana. .

Ansa - Brasil
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